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ISSN (impressa): 1414-8145
Escola Anna Nery Revista de Enfermagem Escola Anna Nery Revista de Enfermagem
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CAPES

Volume 4, Número 3, Set/Dez - 2000

CONSIDERAÇÕES INICIAIS

Inicialmente gostaria de agradecerá Coordenação do 1° Colóquio Latino-americano de História da Enfermagem pelo convite para abordar sobre o panorama da história da enfermagem na região sul. Porém, antes de iniciar este debate, gostaria de ler um poema de Bertold Brecht, pois acho que este autor traduz o momento que estamos vivenciando na pesquisa histórica na área da enfermagem. Este poema intitula-se: Perguntas de um operário diante de um livro de história.

"Tebas das Sete Portas,

Quem a construiu?

Nos livros, figuram os nomes dos reis,

Foram os reis que arrastaram os grandes blocos de pedra?

Babilônia, destruída tantas vezes, Quem tornou a reconstruí-la?

Em que casas da dourada Lima

viviam os operários que a construíram?

A noite em que terminou a construção da Muralha da China,

Onde foram os trabalhadores?

Roma, a grande, está cheia de arcos do triunfo...

quem os erigiu?

Sobre que triunfaram os Césares?

Bizâncio, tão cantada,

Tinha só palácios para os seus habitantes?

Até a fabulosa Atlântida,

Na noite em que o mar a tragou,

Seus habitantes clamavam,

Pedindo ajuda aos escravos...

O jovem Alexandre conquistou a índia...

Ele sozinho?

César venceu os gauleses,

Não levava consigo nem ao menos o cozinheiro?

Uma vitória em cada página...

Quem cozinhava os banquetes das vitórias?

Um grande homem a cada dez anos,

Quem pagava seus gastos?...

Uma pergunta para cada História"...

Acho este poema bastante realista, pois, apesar de ter sido escrito há muito tempo, retrata uma preocupação que está presente na pesquisa histórica de um modo em geral e da enfermagem em particular: a de procurar investigar e construir histórias que não sejam apenas a história de reis e rainhas, heróis ou vilões. Uma história que não seja apenas uma referência aos grandes feitos e obras de importantes vultos da profissão. A predominância da história política vem dessa valorização, eu diria excessiva, dos acontecimentos, dos fatos, das heroínas, das pessoas que fizeram isso ou aquilo....(Padilha, 1998, Padilha, 2000)

O Brasil é um país, onde a memória é tratada com abandono, valorizando até a bem pouco tempo a história oficial das classes dominantes. Concordo com Delgado (1987) quando esta afirma que é necessário recuperar com urgência a memória nacional. A memória dos velhos, dos negros, das mulheres, dos índios e das organizações associativas, dentre outras, sufocadas pela ênfase dada à história oficial e ao abandono da memória coletiva.

O conhecimento é produzido socialmente e o pesquisador, ao produzir o conhecimento sobre qualquer tempo, estará trabalhando a perspectiva do passado com o seu presente. Essa relação de passado e presente se estabelece na busca do conhecimento, de maneira a se questionar o passado numa série de questões que fazem parte do "agora" da profissão.

O campo da história - é um campo de possibilidades que procura ser trabalhado com "os agoras" a serem investigados. Abandonamos a idéia de que vamos reconstruir o passado tal qual aconteceu - mesmo porque isso é impossível. O passado está morto!!!

O que podemos fazer é uma representação deste com uma leitura, em termos de referências recentes, que abrangem o hoje e o agora, com perspectivas sociais, teóricas, ou uma concepção de vida, de mundo... Chartier (1990, pg. 20) coloca a representação "como um instrumento de um conhecimento mediato que faz ver um objeto ausente através da sua substituição por uma "imagem" capaz de o reconstituir em memória e de o figurar tal como ele é".

E trabalhar por este ângulo é trabalhar a história de "uma forma", reconhecendo que nela existe toda uma diversidade de abordagens. Com essas questões, vocês podem perceber que a concepção de verdade sofre uma grande mudança, como também a aceitação do que vem a ser o resultado da produção do conhecimento, além da concepção, não só de ciência, como de valor do conhecimento produzido. Lida-se com a produção do conhecimento através de uma forma um pouco mais livre de se fazer a leitura do tempo histórico.

Levanta-se, então, o problema das fontes, da documentação, grande problema de quem desenvolve pesquisas históricas. Os fatos, os documentos existem como evidências dos acontecimentos. Quem constrói os fatos é o historiador; do seu diálogo com as evidências é que se produzem os fatos históricos, inseridos ou não no passado. Os fatos não têm voz em si mesmos, como diziam os positivistas. Quem dá voz aos fatos é quem escreve a história, interrogando as evidências. É necessário ler os documentos nas entrelinhas.

Só é razoável admitir que retratar o socialmente invisível ou ouvir o inarticulado, a maioria silenciosa dos mortos, é um empreendimento mais arriscado do que em geral é o caso na história tradicional (Burke, 1992, pg. 26).

"A história não é apenas uma ciência em marcha, mas também é uma ciência na infância" (Le Goff, pg. 23,1990). Esta afirmação de Le Goff indica quão profundas foram as influências da história nova para os historiadores. Permitiu-lhes ampliar o campo dos documentos históricos para além do documento escrito, possibilitando a utilização de uma multiplicidade de fontes de informação, tais como fotografias, filmes, documentos orais, instrumentais e escritos de todos os tipos.

Não é tradição, no Brasil, o cuidado com a memória de um modo geral e especificamente na enfermagem; esta memória ainda necessita de um resgate importante, que ainda será realizado pela busca detalhada de sua construção em todo o país (Padilha, 1995).

 

UM PANORAMA DA HISTÓRIA

Quando se busca conhecer como a enfermagem era exercida no início do século XX, no sul do país, encontra-se apenas fragmentos esparsos, escritos em livros, atas, dissertações e teses, dentre outros. Ainda mais difícil é achar documentos que registrem como a enfermagem era exercida nos séculos anteriores. Em geral, o inventário não vai além de alguns poucos livros2 e relatórios, escritos por homens, sobre a medicina e os médicos.

Ao procurar traçar um panorama sobre a história da enfermagem na região sul, deparei-me com uma situação que acredito não ser exclusiva da região, ou seja, de que a memória historiográfíca da enfermagem ainda está para ser resgatada, desvendada, necessitando de uma maior preocupação por parte de todas(os) enfermeiras(os) interessadas(os) em compreender o presente à luz do que foi o seu passado.

A história da enfermagem nos três estados mantém uma semelhança com a dos demais, isto é, o trabalho de enfermagem iniciou-se mais visivelmente com a sua atuação nos hospitais das cidades, à reboque da prática médica e subordinado a ela. Era um trabalho pouco valorizado e realizado em geral por mulheres e homens pobres, semi-analfabetos ou analfabetos pertencentes a própria comunidade, sendo que muitos eram ex-pacientes e que residiam no hospital ou próximo deste por não terem condições de uma vida melhor.

A coordenação dos espaços de decisão da enfermagem se dava na maioria das vezes pelas Irmãs de congregações religiosas, tais como as da Divina Providência, em Santa Catarina, e a da Congregação de São José, no Paraná3.

As microrupturas na configuração dos espaços de poder se iniciam a partir da criação das primeiras escolas de enfermagem no país e a vinda de enfermeiras, religiosas ou não, formadas no Rio de Janeiro ou em São Paulo, para assumirem os serviços de enfermagem hospitalar ou de saúde pública.

Em Santa Catarina, por exemplo, a primeira enfermeira formada por uma Escola de Enfermagem de nível superior (Escola Luisa de Marillac) chegou ao Hospital de Caridade, em Florianópolis4, em 1953, e chamava-se Theresa Hackenhaar (lrmã Concilia). O trabalho dessa Enfermeira propiciou um novo olhar sobre o trabalho da enfermagem naquele Hospital, gerando uma das microrupturas na estrutura vigente.

As demais Irmãs enfermeiras da Congregação da Divina Providência tiveram grande importância para a enfermagem catarinense, não apenas pela sua atuação nos hospitais, mas também pela fundação da primeira Escola de Auxiliares de Enfermagem, em 1959, e da criação da ABEn/SC, em 1963.

Segundo Borenstein (2000), as Irmãs da Congregação da Divina Providência, que atuaram como enfermeiras no Hospital de Caridade em Florianópolis, durante as décadas de 50 e 60 do atual século, caracterizaram-se por terem sido mulheres de expressão, que possuíam um conhecimento formal adquirido em Escolas de Enfermagem e que, por esse motivo, desempenharam um poder saber, assim como um poder religioso e disciplinar.

Entretanto, a primeira Escola de Enfermagem foi fundada em 1969, em Florianópolis, atual Departamento de Enfermagem da UFSC, e teve como primeira Coordenadora do Curso a Profª. Drª. Eloita Neves Arruda, formada na Escola de Enfermagem de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul (Borenstein etal., 1999).

Interessante ressaltar que no corpo docente do curso não figurava nenhuma das Irmãs Enfermeiras, citadas anteriormente, podendo significar um sinal de rompimento com o movimento religioso que existia, impregnado de um ideário que na época já não satisfazia às novas enfermeiras.

No Rio Grande do Sul, a primeira Enfermeira foi Izaura Barbosa Lima, formada pela Escola Anna Nery, que veio para o Estado, em 1939, para formar visitadoras sanitárias, iniciando o período de transição da enfermagem pré-profissional para o profissional. A ABEn/RS foi fundada em 1950, por Diga Verderese, que juntamente com sua irmã Maria de Lourdes (formadas pela Escola de Enfermagem da USP) foram responsáveis pela fundação da primeira escola de enfermagem, no mesmo ano (Vanzin e Nery, 2000).

No Paraná, a primeira Escola de Enfermagem, denominada inicialmente de Madre Leoni, foi fundada pela Congregação das Irmãs de São José, em 1953. Atualmente, é a Escola de Enfermagem da Pontifícia Universidade Católica do Paraná. O Curso de Graduação da Universidade Federal do Paraná foi fundado apenas em 1974.

Este preâmbulo relativo às escolas de enfermagem e respectivas associações de classe pretende direcionar o olhar para a preocupação com a história documentada da enfermagem, por enfermeiras, a partir da vinda delas para os Estados do Sul do país. Faço esta afirmação orientada pelas leituras norteadoras deste documento, as quais enfocam a história da profissão, vinculando-a normalmente às escolas de enfermagem6.

 

O CUIDADO COM A DOCUMENTAÇÃO HISTÓRICA

Esses trabalhos buscavam resgatar a trajetória da enfermagem nas capitais, e, mais especificamente, do Curso de Graduação em Enfermagem, desde a sua origem até a sua maioridade, procurando enfocar os aspectos relativos ao ensino, à pesquisa e à extensão, bem como apresentar o corpo docente e discente que participou do processo de construção.

A meu ver, estes relatos ainda permanecem atados à história linear, sem a contextualização necessária para a desconstrução de modelos e ideários. Mesmo assim, considero que são fontes indispensáveis, já que servirão de orientação para novos estudos.

Outro aspecto importante, com relação a esses estudos, é o de que serviram de "pontapé inicial" para um resgate da documentação histórica de enfermagem, ainda perdida em arquivos dos hospitais, sedes das ABEns ou mesmo nas casas dos personagens que fizeram a história dos Estados. Quando falamos em documentos, referimo-nos a todo tipo de fonte possível, desde fotos, uniformes, símbolos, cartas, dentre outros.

Uma das manifestações visíveis da ampliação do interesse pelos estudos relativos à história da enfermagem, bem como ao cuidado com a documentação histórica, se traduz na criação de grupos ou núcleos para congregar pessoas e pesquisadoras interessadas em refletir sobre o assunto.

Neste sentido, vale ressaltar a criação dos Núcleos de Pesquisa Histórica, em Santa Catarina, em 1995, denominado de Grupo de Estudos da História do Conhecimento da Enfermagem IGEHCEI, coordenado inicialmente pela Profª. Drª. Lygia Paim e atualmente por mim, e no Rio Grande do Sul com a criação, em 1999, do Núcleo de Estudos em História da Enfermagem e formação de recursos humanos, coordenado pela Profª. Drª. Ida Haunss de Freitas Xavier. No Paraná, ainda não existe um núcleo sobre o tema, mas há o interesse de professoras da Escola de Enfermagem da UFPr, que pretendem em um período curto de tempo implementar algumas estratégias nesse sentido. Neste momento, estão em fase de organizar os acervos documentais e iconográficos para no futuro implantar um Centro de Documentação.

Esses núcleos, em especial o da Universidade Federal de Santa Catarina, vêm possibilitando a produção de vários estudos sobre a construção do conhecimento da enfermagem, sendo dois deles financiados pelo CNPq6. Atualmente estamos desenvolvendo um projeto que pretende reconstruir a história da enfermagem no Estado de Santa Catarina a partir da década de 50, com a vinculação de enfermeiras de várias instituições de ensino e assistência. A partir do levantamento global dos dados, pretendemos paralelamente criar um Centro de Documentação e um Museu sobre a história de enfermagem no Estado.

O Rio Grande do Sul, também a partir do seu Núcleo, está iniciando algumas temáticas de trabalho, divididos em cinco áreas: organização e preservação das fontes primárias para a pesquisa histórica em enfermagem; a carreira e a profissão de enfermagem na história do Rio Grande do Sul; a trajetória das escolas e/ou cursos e sua repercussão nas instituições de saúde; modelos curriculares em enfermagem a partir da perspectiva histórica; as instituições de saúde e a prática de enfermagem. Pretendem também a médio prazo organizar um Museu sobre a história da enfermagem do Rio Grande do Sul.

Diante da inexistência de documentos relativos a esse assunto, faz-se necessário uma conscientização por parte dos membros da categoria para tentar reconstruir a história da enfermagem do sul do país, devido ao papel relevante que ela tem desempenhado na assistência de saúde, no ensino e na produção do conhecimento da enfermagem brasileira.

É necessário que se reflita e se tente buscar respostas para algumas questões, que certamente serão feitas, tais como:

Quem eram os personagens que trabalhavam na enfermagem? O que faziam? O que pensavam? Que características apresentavam? Qual a influência delas sobre o meio? Sobre os pacientes? Sobre os médicos? Qual a influência dos médicos sobre elas? Qual o vínculo do pessoal de enfermagem com o Hospital? Com os serviços de saúde? Que saberes possuíam? Que discursos proferiam? Quais os enunciados de verdade da época? Como o pessoal de enfermagem se percebia e eram percebidos? Que práticas exerciam? Quais as rupturas que geraram as escolas de enfermagem?

Conhecer esses fatos, as tramas, os desvios, as coesões, torna-se relevante em função da necessidade de maior uma compreensão do que somos hoje como profissão e como profissionais de enfermagem.

Não é mais o passado que comanda, que dá lições, que julga do alto de seu tribunal. É o presente que questiona e faz as intimações. "Mas o presente só tem necessidade do passado em relação ao futuro."

Não se trata apenas de "melhor viver o presente", como se contentava Lucien Febvre, mas de mudá-lo (ou defendê-lo). A memória coletiva e o apelo à história desempenham o papel de última instância em relação ao futuro. A relação dialética entre passado e futuro, elemento, ao mesmo tempo, de continuidade e ruptura, de coesão e de luta, é a própria trama histórica" (Chesneaux, 1995, pg. 24).

Como diz Foucault (1995, p.235):"todas as lutas contemporâneas giram em torno de uma questão: quem somos nós? Elas são uma recusa às abstrações, ao estado de violência econômico e ideológico, que ignora quem somos individualmente, e também uma recusa a uma investigação científica ou administrativa que determina quem somos".

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Este trabalho não pretende finalizar a discussão sobre o tema abordado, mas sim levantar questionamentos, fazer reflexões e principalmente lançar sementes sobre a necessidade de se estudar e pesquisar a história da enfermagem como uma questão vital para compreender o seu presente e a sua identidade enquanto profissão.

 

Notas

1. Trabalho apresentado em Comunicações Coordenadas sobre o Panorama da História da Enfermagem no Brasil.
2. CABRAL, Oswaldo Rodrigues. Nossa Senhora de Desterro. Notícia. Florianópolis: Lunardelli, 1979. CABRAL, Oswaldo Rodrigues. Medicina, médicos e charlatões do passado. Florianópolis: Departamento Estadual de Santa Catarina, 1942. SÃO THIAGO, Polydoro Ernani. A medicina que aprendí, exercie ensinei. Florianópolis: UFSC, 1996.
3. Em Santa Catarina, particularmente em Florianópolis, as primeiras informações relativas ao pessoal de enfermagem da área hospitalar, se referem às Irmãs de Caridade, da Congregação Divina Providência, que chegaram à capital, em maio de 1897. Provenientes de Münster, na Alemanha, foram trazidas para trabalharem especialmente no Hospital de Caridade (primeiro hospital do Estado, construído em 1789). Antes delas, há informações sobre um grupo de Irmãs francesas que chegaram a Desterro no vapor Tocantins, acompanhadas de dois padres lazaristas. Estas Irmãs haviam estado no Hospital, quatro décadas antes, e permanecido nele, por um período de apenas oito anos (18 de outubro de 1856 a 09 de maio de 1864 (Cabral, 1979, p.462; Pereira, 1998, p.255). Não constam explicações acerca dos reais motivos para a saída delas. Há quem diga que o afastamento um tanto inesperado e intempestivo delas, se deu em virtude da ausência ou atraso de pagamento ao Instituto São Vicente e também pela falta de acomodações adequadas; no entanto, nada ficou esclarecido a esse respeito (Borenstein,2000).
4. O hospital foi fundado em 1789 e foi o primeiro a prestar assistência curativa no município e no Estado.
5. BORENSTEIN, Miram, ALTHOFF, Coleta e SOUZA, Maria de Lourdes (org). Enfermagem da UFSC. Recortes de caminhos construídos e memórias - 1969/1999. Florianópolis: Insular, 1999. VANZIN, Arlete S., NERY, Maria Elena da S. Enfermagem no Rio Grande do Sul - 135 anos de historia. Porto Alegre: RM&L Gráfica e Edit., 2000.
6. Os projetos foram denominados: Os caminhos da construção do conhecimento da enfermagem brasileira no período de 1987 a 1997.

 

REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BORENSTEIN, Miriam. S. O cotidiano da enfermagem no hospital de caridade no período de 1953-1968. Florianópolis, 2000. Tese (Doutorado). Universidade Federal de Santa Catarina, 2000.

BORENSTEIN, Miram; ALTHOFF, Coleta; SOUZA, Maria de Lourdes (Org). Enfermagem da UFSC: Recortes de caminhos construídos e memorias - 1969/1999. Florianópolis: Insular, 1999.

BURKE, Peter. A escrita da história: novas perspectivas. 2. ed. São Paulo: UNESP, 1992.

CABRAL, Oswaldo Rodrigues. Nossa Senhora de Desterro. 1. Florianópolis: Lunardelli, 1979.

Medicina, médicos e charlatões do passado. Florianópolis: Departamento Estadual de Santa Catarina, 1942.

CHARTIER, Roger. A história cultural: entre práticas e representações. Rio de Janeiro: Bertrand, 1990.

CHESNEAUX, Jean. Devemos fazer tábula rasa do passado? São Paulo: Ática, 1995.

DELGADO, Lucília de Almeida Neves. Reflexões sobre memória e história: a técnica da história oral.Rev. do Depto de História, Belo Horizonte, p. 142-145, jun. 1987.

FOUCAULT, Michel. 0 sujeito e o poder. In: DREYFUS, Huberts; RABINOW, Paul. Michel Foucault: uma trajetória filosófica para além do estruturalismo e da hermenêutica. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1995. p.231-249.

GOFF, Jacques Le. A história nova. São Paulo: Martins Fontes, 1990.

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PADILHA, Maria Itayra Coelho de Souza. A mística do silêncio: a enfermagem na Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro no século XIX. Pelotas: Ed. da UFPEL, 1998.

SANTIAGO, Polydoro Ernani. A medicina oue aprendí, exercí e ensinei. Florianópolis: Ed. da UFSC, 1996.

VANZIN, Arlete S.; NERY, Maria Elena da S.Enfermagem no Rio Grande do Sul 135 anos de história. Porto Alegre:RM&L, 2000.

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