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A arte de partejar: experiência de cuidado das parteiras tradicionais de Envira/AM

Keyla Cristiane do NascimentoI; Evanguelia Kotzias Atherino dos SantosII; Alacoque Lorenzini ErdmannIII; Hélio José do Nascimento JúniorIV; Jacira Nunes CarvalhoV

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2009; 13(2): 319 - 327

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Trata-se de um estudo exploratório-descritivo de caráter qualitativo, que retrata as parteiras tradicionais de Envira, município do estado do Amazonas, onde 80% dos partos são feitos por elas. Objetiva caracterizar a experiência de cuidado no partejar dessas parteiras. Participaram do estudo 29 parteiras. Para a coleta de dados, optou-se por entrevistas gravadas. As informações foram analisadas de acordo com o método de análise de conteúdo. Seis categorias foram evidenciadas: parteiras de Envira - quem são?; ofício de partejar; partejar - quanto vale esse ?dom?; problemas enfrentados pela parteira; problemas frequentemente encontrados pelas parteiras na gestação/parto; e relação com o serviço de saúde. Conclui-se afirmando que há um longo caminho a percorrer na reversão dos quadros de doenças, pobreza e abandono, um caminho no qual as parteiras treinadas poderão desempenhar importante papel, na medida em que atingem muitas mulheres, configurando-se como multiplicadores concretos de conhecimentos.

Palavras-chave: Enfermagem. Saúde da Mulher. Parto Domiciliar. Políticas Públicas

 

A cartografia na enfermagem: uma proposta de abordagem metodológica

Paula Regina Virginio Moraes de Catrib; Isabel Cristina dos Santos Oliveira

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2010; 14(2): 399 - 405

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Trata-se de um relato de experiência que tem por objetivo descrever a aplicação da cartografia na coleta de dados de uma tese de doutorado, cujo objeto de estudo trata das estratégias da equipe de enfermagem para a criança hospitalizada com doenças infecciosas e parasitárias. O texto aborda a técnica da geografia-cartografia e sua utilização nos estudos de enfermagem, e também sua aplicação. Essa técnica possibilita a construção de um saber, caracterizando os sistemas de ações que dão movimento e que mapeiam o espaço. Ela propicia uma leitura sobre o quadro das práticas e das realidades, e também o entendimento das especialidades, revelando-se em um processo com significado para uma leitura social do mundo. A realização de pesquisas de enfermagem que utilizam a cartografia ainda é muito escassa; porém, acredita-se que a cartografia possa colaborar para a construção de um saber, caracterizando os sistemas de ações que dão movimento e que mapeiam o espaço.

Palavras-chave: Cartografia. Pesquisa Qualitativa. Enfermagem. Criança Hospitalizada

 

A dramatização no espaço hospitalar: uma estratégia de pesquisa com crianças

Sylvia Alves Cibreiros; Isabel Cristina dos Santos Oliveira

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2010; 14(1): 165 - 170

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O estudo tem por objetivo descrever a dramatização como uma abordagem metodológica, explicitando sua concepção teórica e a coleta de dados dessa estratégia nas pesquisas qualitativas com escolares hospitalizadas. A dramatização vincula-se ao brincar, uma forma de linguagem na infância, e mostrou-se como uma estratégia de coleta de dados promissora a ser usada por pesquisadores que desejem conhecer as percepções e entendimento das crianças sobre os diversos contextos de vida e papéis sociais, constituindo-se em opção de abordagem das crianças em pesquisas qualitativas.

Palavras-chave: Enfermagem Pediátrica. Criança Hospitalizada. Pesquisa Qualitativa. Coleta de Dados

 

A enfermagem e as questões éticas envolvendo a pesquisa com crianças e adolescentes

Ivone Evangelista Cabral

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2002; 6(0): 24 - 39

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As particularidades éticas da pesquisa envolvendo a criança e o adolescente como sujeitos de pesquisa é o objeto de estudo investigado, com o propósito de analisar as dimensões morais e legais das pesquisas envolvendo crianças e adolescentes e discutir os preceitos éticos e legais que norteiam as pesquisas com esses sujeitos. Tomei a análise de discurso (ORLANDI, 1997; 2001) como eixo teórico-metodológico para interpretar as fontes documentais (Leis, Normas, Códigos etc), que constituíram as fontes primárias do estudo. Busquei nos textos as condições de produção do discurso, as formações imaginárias, os esquecimentos, as relações de sentido e as incompletudes para a enunciação de três categorias de análise: a moralidade e a legalidade, os preceitos éticos, e os preceitos legais.

Palavras-chave: Enfermagem. Saúde da criança. Pesquisa. Bioética

 

A experiência da família ao interagir com o recém-nascido prematuro no domicílio

Suely Alves Fonseca Costa; Circéa Amalia Ribeiro; Regina Issuzu Hirooka de Borba; Maria Magda Ferreira Gomes Balieiro

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2009; 13(4): 741 - 749

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Estudo qualitativo que teve o objetivo de compreender como se dá a interação da família com o recém-nascido prematuro no domicílio, nas primeiras semanas após a alta hospitalar. O Interacionismo Simbólico foi o referencial teórico, e a Teoria Fundamentada nos Dados, o metodológico. Os dados foram coletados por observação participante e entrevistas com cinco famílias. A análise comparativa dos dados permitiu compreender que ter um filho, mesmo que prematuro, significa a realização de um sonho, cuja concretização faz com que a família vivencie dias de tristeza, angústia e dor decorrentes da prematuridade e hospitalização. Com a melhora clínica do bebê, ela se prepara para assumir seu cuidado no domicílio; acolhe-o com amor e carinho; vivencia mudanças no seu modo de ser, pensar e viver e sente-se recompensada. A compreensão dessa experiência oferece subsídios para repensar a assistência de enfermagem à família no seguimento do recém-nascido prematuro.

Palavras-chave: Enfermagem Neonatal. Prematuro. Enfermagem da Família

 

A família da Criança Dependente de Tecnologia: aspectos fundamentais para a prática de enfermagem no ambiente hospitalar

Noélia Silva Ladislau LeiteI; Sueli Rezende CunhaII

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2007; 11(1): 92 - 97

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O objetivo deste artigo é discutir as mudanças significativas que ocorrem no interior da organização das famílias em função do cuidado da criança dependente de tecnologia (CDT). Realizamos um estudo com abordagem qualitativa, utilizando, como instrumento para coleta de dados, a entrevista semi-estruturada. Os sujeitos da pesquisa foram quatro famílias de CDTs. Delineamos quatro dimensões da mudança familiar: emocional, social, financeira e impacto nas atividades rotineiras. Verificamos que acontecem mudanças no interior das famílias que cuidam de uma CDT. Estas mudanças se apresentam de forma multidimensional. A complexidade do estado de saúde-doença associado à dependência tecnológica é um desafio para as organizações dos serviços e para a abordagem dos profissionais da área hospitalar. Torna-se necessário repensar o modo de atender centrado na doença e incluir a família no processo terapêutico. O estudo aponta a relevância de desenvolvermos modelos de cuidado centrado nas famílias aplicáveis ao cotidiano hospitalar.

Palavras-chave: Crianças Portadoras de deficiências. Enfermagem. Família

 

A história da tecnologia e suas repercussões no cuidar em saúde da criança

Isabel Cristina dos Santos Oliveira

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2002; 6(0): 101 - 106

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As conceituações acerca da tecnologia decorrem de diferentes vertentes do pensamento permeadas pela polêmica inerente aos interesses históricos - sociais, políticos e econômicos de épocas distintas. A crescente industrialização no pós-guerra possibilitou avanços em determinadas áreas, como saúde, além da importação e utilização em grande escala de equipamentos, em destaque, as incubadoras e os respiradores. Vale ressaltar que, atualmente, apresenta-se a tecnologia em duas categorias: as de produto, cujos resultados são componentes tangíveis e facilmente identificáveis, tais como: equipamentos, instalações físicas, ferramentas, entre outros; e as de processo que incluem as técnicas, métodos e procedimentos utilizados para obtenção de um determinado produto. Como síntese, considero a incorporação da tecnologia no cuidado das crianças como uma das facetas da prática da enfermeira pediatra, que deve ser enfocada de maneira criteriosa, considerando os valores sociais e políticos a fim de evitar possíveis efeitos desastrosos, que possam trazer prejuízos para a saúde de nossas crianças.

Palavras-chave: História. Tecnologia. Saúde da Criança.

 

A leitura mediada como estratégia de cuidado lúdico: contribuição ao campo da enfermagem fundamental

Lívia Rodrigues Mendes I; Priscilla Valladares Broca II; Márcia de Assunção FerreiraIII

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2009; 13(3): 530 - 536

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O objeto é a leitura mediada à criança hospitalizada como estratégia lúdica. Os objetivos são: Identificar os sentidos atribuídos pelos sujeitos às ações de mediação de leitura; caracterizar suas contribuições às crianças hospitalizadas; e discutir a leitura mediada como estratégia expressiva/lúdica de cuidado fundamental. Pesquisa qualitativa e descritiva realizada com 10 crianças hospitalizadas; 10 acompanhantes; 7 mediadores de leitura; e 10 membros da equipe de enfermagem. Evidenciaram-se os benefícios da leitura no bem-estar das crianças e seus acompanhantes, favorecendo o trabalho da equipe de saúde. Para os profissionais e mediadores, a leitura mediada é uma estratégia de humanização do cuidado que diminui a sobrecarga psíquica e proporciona conforto emocional à criança, amenizando seu sofrimento. Concluiu-se que aliar o ludismo ao cuidado vem ao encontro dos princípios da teoria do cuidado humano e, também, do Projeto Humaniza SUS, cujas estratégias de acolhimento do cliente ganham vulto.

Palavras-chave: Cuidados de Enfermagem. Saúde da Criança. Humanização da Assistência

 

A prática da amamentação após o método mãe canguru no Rio de Janeiro: a necessidade de educação em saúde e intervenção de Enfermagem no domicílio

Ivone Evangelista Cabral; Danielle Groleau

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2009; 13(4): 763 - 771

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O "ensino-aprendizagem" integra o Método Mãe Canguru (MMC) brasileiro para promover as habilidades maternas na amamentação de bebês prematuros ou baixo peso. Por desconhecermos se o que foi ensinado integrou o círculo interno da família, nosso objetivo foi analisar como esse conhecimento sobre amamentação exclusiva foi incorporado no contexto dos domicílios. A pesquisa participante aconteceu no domicilio de 11 grupos de mães, familiares e vizinhos. O saber local dos vizinhos e familiares substituiu o conhecimento ensinado à mãe no MMC e mudou a alimentação desses bebês. A educação em saúde deve estender-se para além do hospital e incluir os familiares e pessoas significativas.

Palavras-chave: Cuidado pós-natal. Saúde da criança. Enfermagem pediátrica. Aleitamento materno

 

A responsabilidade profissional na assistência ao parto: discursos de enfermeiras obstétricas

Daniela Ries Winck1; Odaléa Maria Brüggemann2; Marisa Monticelli3

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2012; 16(2): 363 - 370

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Trata-se de um estudo qualitativo, de natureza exploratória, que objetivou identificar o conhecimento das enfermeiras obstétricas em relação à responsabilidade profissional na assistência ao parto. Foram entrevistadas 11 enfermeiras que atuavam na assistência ao parto em hospitais e/ou domicílio no estado de Santa Catarina, entre março e agosto de 2009. Após análise pelo Discurso do Sujeito Coletivo, emergiram Ideias Centrais que contemplam os temas sobre as relações das enfermeiras obstétricas com os médicos e a instituição; a responsabilização profissional e as repercussões morais e legais do erro. Verificou-se que as enfermeiras conhecem pouco a respeito das repercussões legais do erro. Ao assumir a assistência ao parto, devem dedicar total atenção aos limites da competência e à prevenção de erros previsíveis, tendo em mente que assumirão também a responsabilização por suas falhas. A atualização sobre responsabilidade legal é tão importante quanto a científica e pode contribuir para a autoconfiança profissional.

Palavras-chave: Parto normal. Enfermagem obstétrica. Responsabilidade legal.

 

A utilização do lazer como estratégia para integração de familiares/acompanhantes em enfermaria de pediatria

Lucila Castanheira NascimentoI; Paula de Siqueira FurquimII; Ariane Ranzani RigottiIII; Flávia Mendonça Rosa LuizIV; Paula Saud de BortoliV; Silmara GianotiVI

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2006; 10(3): 580 - 585

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O objetivo deste estudo é relatar a experiência de alunos de graduação em Enfermagem na implantação de um projeto de extensão que utiliza o lazer como estratégia de intervenção aos familiares ou outros acompanhantes de crianças hospitalizadas, numa clínica pediátrica de um hospital universitário do interior do estado de São Paulo. As atividades do grupo, que consistem na realização de trabalhos manuais, desenhos, artesanato, relaxamento, costura, oficinas pedagógico-educativas, dentre outras, foram desenvolvidas em dois encontros semanais, com duração mínima de duas horas cada. Trata-se da utilização do lazer não apenas para distração e passatempo, mas também para que, na busca de minimizar eventos negativos decorrentes do processo de hospitalização, os pais, outros familiares e acompanhantes de crianças e adolescentes internados possam se integrar, de forma criativa, ao processo de cuidado destes clientes.

Palavras-chave: Pais. Criança Hospitalizada. Atividades de Lazer. Enfermagem Pediátrica

 

A vivência de mulheres no parto domiciliar e hospitalar

Cilene Delgado CrizóstomoI; Inez Sampaio NeryII; Maria Helena Barros LuzIII

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2007; 11(1): 98 - 104

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Estudo com abordagem qualitativa, objetivando compreender na vivência das mulheres a experiência do parto normal domiciliar e hospitalar bem como discutir a vivência das mulheres nos dois tipos de partos. Os sujeitos do estudo foram sete mulheres multíparas residentes em Batalha PI, e o instrumento utilizado foi um roteiro semi-estruturado com a técnica da entrevista. Os resultados revelaram que os partos domiciliares vivenciados pelas mulheres aconteceram mais rápido, de forma natural, sem intervenções e assistidos por parteiras ou por suas mães. As posições de preferência durante o parto domiciliar foram na rede e no assento, e os partos hospitalares foram laboriosos, complicados e com intervenções traumáticas. A melhor posição e o melhor local do parto escolhidos pelas entrevistadas foram na rede e o domicílio, respectivamente. Conclui-se que o parto domiciliar foi natural e humanizado, já o parto normal hospitalar foi conduzido pelos profissionais com intervenções sem a participação ativa das parturientes, tornando-o traumático, desumano e de risco.

Palavras-chave: Mulheres. Parto Domiciliar. Parto Humanizado

 

As abordagens metodológicas na pesquisa em enfermagem na área de saúde da criança e adolescente: análise da produção científica no período de 1995 a 1999.

Marialda Moreira Christoffel1; Benedita Maria Rêgo Deusdará Rodrigues2

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2002; 6(0): 15 - 24

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O estudo tem por objetivo analisar a produção científica em enfermagem na área de saúde da criança e do adolescente, no período de 1995 a 1999, buscando a identificação das abordagens metodológicas utilizadas. Trata-se de uma pesquisa documental, exploratório-descritiva, de natureza quantitativa, realizada através de levantamento de dados no Catálogo de Pesquisas da ABEN/CEPEN - 75 anos, em CD-ROM. Os resultados apontam para o maior enfoque dado à pesquisa qualitativa (75,4%) em relação à pesquisa quantitativa (19,3%). Cabe destacar que no período do recorte estudado busca-se a superação das abordagens centradas no método biológico, passando-se para uma discussão mais ampla acerca do processo saúde-doença, refletindo-se nas questões que envolvem a saúde da população em geral e que portanto, as abordagens qualitativas são imprescindíveis para atender de modo contextualizado.

Palavras-chave: Enfermagem. Criança e adolescente. Abordagens Metodológicas.

 

As dimensões do cuidar e do pesquisar em saúde da criança e adolescente somando esforços

Ivone Evangelista Cabral

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2002; 6(0): 11 - 14

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Trata-se de discurso proferido na sessão de abertura do 2º Seminário de Saúde da Criança e Adolescente e 1º Encontro de Grupos de Pesquisa dessa área, que tem por objetivo dar as boas vindas aos participantes do evento e apresentar as dimensões do cuidar e do pesquisar como desafios a produção do conhecimento em enfermagem em saúde da criança e adolescente. A necessidade de formação de grupos de pesquisa interinstitucionais e a divulgação do conhecimento gerado pelos distintos grupos institucionais mobilizaram dez instituições assistenciais e de ensino a promover ambas as reuniões científicas.

Palavras-chave: Enfermagem. Pesquisa. Saúde da criança. Evento.

 

As pesquisas de enfermagem sobre a saúde da criança - um enfoque positivista na prática cotidiana

Maria Aparecida de Luca Nascimento

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2002; 6(0): 93 - 100

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Estudo descritivo que tem por objetivo apresentar os resultados de pesquisas sobre saúde da criança baseadas no positivismo. Tendo em vista a aderência dos estudos de enfermagem a essa corrente filosófica, a autora tece comentários sobre o termo cartesiano, comumente utilizado de forma pejorativa quando da adoção da corrente em apreço. Procura-se ainda, estimular o pensamento de que os objetos oriundos da prática cotidiana, e que são estudados sob esta ótica, só são percebidos pelo pesquisador a partir da sua sensibilidade, contrapondo a visão fria e racional comumente creditada ao positivismo. São apresentados estudos advindos da prática cotidiana do cuidado de enfermagem a criança que foram realizados a partir da corrente filosófica do positivismo, a relação causa e efeito das ciências que nele incidem tem como ponto central a resolutividade dos seus resultados. Concluiu-se que somente através de pesquisas pode-se provar não só, que o cuidado de enfermagem é cientifico, como também que as ações fazem a diferença, determinando o lugar do enfermeiro na sociedade, em prol da manutenção da dignidade da criança que é alvo do cuidado e da credibilidade, segurança e respeito àqueles que dela cuidam.

Palavras-chave: Cuidado de enfermagem. Saúde da criança. Positivismo.

 

Aspectos sociodemográficos e reprodutivos do abortamento induzido de mulheres internadas em uma maternidade do Município da Serra, ES

Priscilla Rocha Araujo NaderI; Cristina Ribeiro MacedoII; Angélica Espinosa MirandaIII; Ethel Leonor Nóia MacielIII

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2008; 12(4): 699 - 705

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OBJETIVO: Comparar aspectos sociodemográficos e reprodutivos entre mulheres que induziram a interrupção da gestação e mulheres que levaram a gestação a termo, admitidas em uma maternidade pública.
MÉTODOS: Estudo caso-controle onde foram incluídas 21 mulheres que realizaram abortamento induzido e 83 que tiveram gestação a termo, no período de agosto de 2005 a janeiro de 2006.
RESULTADOS: Não houve diferença significativa na comparação entre as freqüências dos grupos em relação à idade, cor da pele, anos de estudo, religião, renda mensal, idade da menarca, idade da coitarca, idade da primeira gestação, número de gestações, intervalo entre a última e a penúltima gestação e o número de filhos vivos. O estado conjugal casada/em união estável [OR=0,241 (IC95% 0,061 0,951)] e desejo pela gravidez [OR=0,168 (IC95% 0,042 0,669)] mostraram-se associados à ocorrência de abortamento induzido como fatores de proteção. Conclusão: Para atenuar o problema do abortamento inseguro, deve-se investir na promoção da saúde reprodutiva incentivando o acesso à educação sexual e ao planejamento familiar.

Palavras-chave: Abortamento. Planejamento Familiar. Saúde. Saúde materno-infantil

 

Associação entre a analgesia epidural e o trauma perineal no parto vaginal

Juliana Cristina dos Santos MonteiroI; Ana Carolina Rodarti Pitangui II; Ligia de SousaIII; Ana Carolina Sartorato BelezaIV; Ana Márcia Spanó NakanoV; Flávia Azevedo GomesVI

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2009; 13(1): 140 - 144

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O objetivo deste estudo foi analisar a associação entre a analgesia epidural e a laceração perineal em mulheres submetidas ao parto vaginal. Foi realizado um estudo descritivo e transversal, para o qual foram pesquisados 109 prontuários de mulheres assistidas durante o processo de parturição, em uma maternidade em Ribeirão Preto. Os dados foram coletados nos meses de março e abril de 2003. Para analisar a correlação entre as variáveis foi aplicado o teste qui-quadrado. Foi realizado parto normal em 91,7% (100) das parturientes e fórceps em 8,2% (9). Na análise dos dados, 74,3% da amostra receberam analgesia epidural; destas, 26,5% tiveram algum grau de laceração perineal e 9,1%, períneo íntegro, não sendo possível verificar a associação entre as variáveis mencionadas. Não foi verificada, neste estudo, significância estatística para afirmar que as condições do períneo após o parto vaginal e a utilização da analgesia epidural estão associadas (valor x²4GL= 3,1).

Palavras-chave: Parto Normal. Analgesia Epidural. Períneo. Saúde da Mulher

 

Atenção à criança desnutrida na comunidade

Maria Helena do Nascimento Souza1; Maria Catarina Salvador da Motta2; Gisela Maria Bernardes Solymos3

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2002; 6(0): 125 - 130

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A desnutrição infantil é considerada um dos maiores problemas de saúde pública no Brasil, sendo resultante de diversos fatores inter-relacionados. Entre tais fatores causais encontram-se: pobreza, desemprego, baixa escolaridade, precárias condições de moradia, acesso inadequado aos sistemas de saúde, rede social frágil, experiências adversas da mãe, dificuldade de acesso a alimentos e medicamentos, hábitos alimentares inadequados, doenças associadas, a carência de micronutrientes, entre outros. O presente Curso tem por objetivo oferecer uma visão dos problemas e das soluções encontradas no combate à desnutrição infantil na comunidade. Serão abordados os seguintes temas: o método para a intervenção na comunidade, diagnóstico e avaliação da desnutrição, visita domiciliar, educação para a saúde e alimentação. Considera-se de grande relevância a capacitação de enfermeiros para atuarem em ações de vigilância à saúde na comunidade, pois estas contribuem para melhoria das condições de vida nestes ambientes e conseqüentemente para a redução da desnutrição e mortalidade infantil.

Palavras-chave: Desnutrição infantil. Enfermagem comunitária. Saúde da criança.

 

Automedicação em crianças de zero a cinco anos: fármacos administrados, conhecimentos, motivos e justificativas

Paulo Celso Prado Telles Filho1; Assis do Carmo Pereira Júnior2

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2013; 17(2): 291 - 297

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Realizou-se a análise dos fármacos administrados, conhecimentos, motivos e justificativas dos pais e/ou responsáveis em relação à automedicação em crianças. Trata-se de um estudo descritivo, desenvolvido em uma Estratégia de Saúde da Família de um município do interior do estado de Minas Gerais, do qual fizeram parte pais e/ou responsáveis pelas crianças em faixa etária de zero a cinco anos, no período de um mês, atingindo o quantitativo de 50 indivíduos. Destacaram-se a autoadministração dos fármacos Dipirona, Paracetamol e xaropes expectorantes. Foram registrados os conhecimentos errôneos 32(64%), seguidos dos parciais 11(22%) e corretos 7(14%). Como motivos, foram constatados os sintomas de febre, com 29 (58%) dos relatos e as justificaticas foram o costume de administrar tais medicamentos e o fato de já estarem disponíveis no domicílio. Faz-se necessária a implementação de estratégias objetivando conscientizar os pais e/ou responsáveis acerca dos problemas oriundos da automedicação.

Palavras-chave: Erros de medicação. Automedicação. Criança. Enfermagem. Família.

 

Avaliação da qualidade da atenção à saúde de adolescentes no pré-natal e puerpério

Lílian Machado Vilarinho1; Lidya Tolstenko Nogueira2; Elizabeth Eriko Ishida Nagahama3

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2012; 16(2): 312 - 319

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Pesquisa avaliativa que objetivou avaliar a qualidade da atenção pré-natal e puerperal a adolescentes com filhos nascidos vivos em instituição pública de saúde de Teresina, Piauí. Foram utilizados dois parâmetros para avaliar o cuidado pré-natal: um índice internacional (Adequacy of Prenatal Care Utilization) e outro nacional, baseado em recomendações do Ministério da Saúde. A qualidade da atenção foi categorizada em adequada superior, adequada, intermediária e inadequada. Identificou-se que mais da metade das mulheres iniciou o pré-natal precocemente e o número de consultas de pré-natal foi inadequada. A maioria realizou exames de pré-natal de rotina, 75% tiveram as mamas examinadas e 88,6% foram orientadas sobre aleitamento materno. A atenção puerperal foi intermediária para 38,6% das mulheres, 52,3% não retornaram à unidade de saúde e tampouco receberam visita domiciliar, 70,5% foram orientadas sobre os métodos contraceptivos e 93,2%, sobre aleitamento materno. Esforços devem ser empreendidos para garantir a qualidade da atenção no ciclo gravídico-puerperal.

Palavras-chave: Avaliação em saúde. Gravidez na adolescência. Enfermagem. Cuidado pré-natal. Puerpério

 

Avaliação dos marcos do desenvolvimento infantil segundo a estratégia da atenção integrada às doenças prevalentes na infância

Márcia Elena Andrade Santos; Nayara Torres Quintão; Renata Xavier de Almeida

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2010; 14(3): 591 - 598

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A pesquisa objetiva avaliar o desenvolvimento de crianças de 0 a 24 meses matriculadas em uma creche de Ipatinga, Minas Gerais, através dos marcos do desenvolvimento infantil propostos pela Atenção Integrada às Doenças Prevalentes na Infância. Trata-se de um estudo descritivo com análise quantitativa dos dados. A amostra foi composta por 20 crianças de 0 a 24 meses, e os dados foram coletados no período de 13 de fevereiro a 6 de março de 2009. Das 20 crianças avaliadas, 4 (20%) foram classificadas com "Possível atraso"; 1 (5%), com "Provável atraso"; e 15 (75%), com "Desenvolvimento normal". Os resultados encontrados demonstraram que a ficha de acompanhamento do desenvolvimento proposta pelo Manual para Vigilância do Desenvolvimento Infantil constitui-se em um instrumento de triagem de fácil aplicação, de baixo custo operacional e capaz de realizar a detecção precoce dos atrasos, devendo, portanto, fazer parte das ações do enfermeiro na consulta de puericultura.

Palavras-chave: Desenvolvimento Infantil. Creches. Atenção Integrada às Doenças Prevalentes na Infância

 

Características do apoio social associados à prematuridade em uma população de puérperas de baixa renda

Elaine da Costa Guimarães; Enirtes Caetano Prates Melo

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2011; 15(1): 54 - 61

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Trata-se de um estudo caso-controle que teve como objetivo investigar a associação entre prematuridade e o nível de apoio social, segundo variáveis socioeconômicas, demográficas e relacionadas à saúde e à assistência, em uma população de puérperas de baixa renda atendidas em um hospital público do município do Rio de Janeiro. Foram entrevistados 108 casos e 228 controles, em um total 336 mulheres. A idade das mulheres variou entre 14 e 45 anos. A média da idade foi de 25,8 anos (desvio-padrão: 6,9) para os casos e de 24,9 (desvio-padrão 6,5) para os controles. Quanto à raça/etnia autorreferida, 77,1% denominaram-se não brancas. Da amostra, 68,8% iniciaram o pré-natal antes do terceiro trimestre gestacional. O número de consultas durante o pré-natal, ocorrência de ameaça de parto prematuro e história de prematuridade anterior mostraram-se associados ao nível de apoio, calculado a partir do escore total das dimensões do apoio social.

Palavras-chave: Apoio Social. Nascimento Prematuro. Saúde Materno-infantil

 

Comunicação entre mãe HIV+ e filho à luz da tacêsica em ambiente natural e experimental

Marli Teresinha Gimeniz Galvão; Ivana Cristina Vieira de Lima; Larissa de Fátima Pontes Aguiar; Nathália Lima Pedrosa

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2012; 16(1): 163 - 171

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A tacêsica é a forma de expressão da comunicação não verbal relacionada ao toque ou tato, desvelando-se como importante modo de expressão no relacionamento das mães com os bebês. Objetivou-se comparar a comunicação tacêsica entre mãe HIV positivo e seu filho, em ambiente natural e experimental, durante os cuidados maternos do banho e da troca. Filmagens dos cuidados foram realizadas nos dois ambientes e analisadas de forma descritiva por peritos em comunicação. Apesar das similaridades da utilização da tacêsica em ambiente natural e experimental, nos aspectos relativos à localização, intensidade e frequência do toque, a comunicação mediada pelo toque demonstrou ser executada de modo incipiente, sobretudo no ambiente natural. Assim incentiva-se orientar e motivar as mães para ampliar e incrementar os toques durante os cuidados com os filhos com vistas a estimular precocemente a ampliação do vínculo com seu filho e proporcionar o desenvolvimento cognitivo e relacional do bebê.

Palavras-chave: HIV-1. Criança. Comunicação. Enfermagem

 

Conhecimento da família acerca da saúde das crianças de 1 a 5 anos em uma comunidade ribeirinha: subsídios para a enfermagem pediátrica

Maria Vitória Hoffmann; Isabel Cristina Santos Oliveira

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2009; 13(4): 750 - 756

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O estudo tem como objeto o conhecimento da família acerca da saúde das crianças de 1 a 5 anos em uma comunidade ribeirinha. Os objetivos são: descrever as experiências de vida da família; analisar o conhecimento da família e discutir as implicações na saúde das crianças da prática assistencial da enfermagem. Trata-se de um estudo de natureza qualitativa, tipo estudo de caso. Como procedimento metodológico, utilizaram-se formulário e entrevista não diretiva em grupo. Por meio da análise temática, constatou-se que os conhecimentos das relações familiares e sociais são permeados por valores culturais, crenças, costumes e condutas. As condições socioeconômicas e a distância geográfica da comunidade favorecem a articulação entre o saber popular e a oferta de serviços de saúde próximos à comunidade. Conclui-se que familiares da comunidade necessitam de esclarecimentos e orientações para os problemas de saúde das crianças por parte dos profissionais de saúde; portanto, torna-se relevante a participação da enfermagem com vistas à promoção da saúde da população infantil.

Palavras-chave: Enfermagem Neonatal. Prematuro. Enfermagem da Família

 

Construindo uma linguagem (in) comum em mulheres vítimas de violência conjugal

Yolanda Elizabeth Rodríguez de GuzmánI; Maria Antonieta Rubio TyrrellII

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2008; 12(4): 679 - 684

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O estudo de natureza qualitativa teve como objetivo analisar as concepções de violência conjugal das mulheres que sofrem esse fenômeno social. Foi realizado no Centro "Emergência Mulher" (CEM), instituição estatal do Ministério da Mulher e Desenvolvimento Social (MINDES) na cidade de Trujillo, Perú. O método utilizado foi a história de vida, que permitiu obter relatos de dez mulheres que denunciavam a violência perpetrada pelos seus companheiros. A análise temática das histórias de vida caracterizou uma linguagem (in)comum que contém simbolismos associados à ética, estética e moral; conceitua também a violência como doença crônica, geracional e como estado de mal-estar.

Palavras-chave: Violência Doméstica. Saúde da Mulher. Política de Saúde. Enfermagem Familiar

 

Cuidado da criança com anomalia congênita: a experiência da famíliaa

Bruna Aparecida Bolla1; Stéphany Noujain Fulconi2; Marja Rany Rigotti Baltor3; Giselle Dupas4

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2013; 17(2): 284 - 290

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O prognóstico de sobrevida de crianças com anomalia congênita vem apresentando melhora; deste modo, é importante conhecer a vivência da família ao aceitar e inserir essa criança na sociedade. Entretanto, os profissionais da saúde, dentre eles o enfermeiro, ainda têm dificuldades relacionadas ao acompanhamento e orientação da família. O objetivo deste trabalho foi conhecer a experiência da família no cuidado à criança portadora de anomalia congênita. O referencial teórico utilizado foi o Interacionismo Simbólico, e o método, a Narrativa. Das experiências vivenciadas, o momento do diagnóstico foi considerado um dos que causa maior sofrimento à família. Após esse período, o enfrentamento diário para a saúde e bem-estar da criança tornou-se objetivo fundamental. Concluiu-se que a assistência à família deve se basear em uma rede de apoio que a acolha principalmente no momento do diagnóstico e durante as especificidades do cuidado à criança.

Palavras-chave: Anormalidade congênita. Enfermagem. Família. Criança.

 

Cuidado de enfermagem à criança vítima de violência sexual atendida em unidade de emergência hospitalar

Ruth Oliveira Santos Woiski; Daniele Laís Brandalize Rocha

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2010; 14(1): 143 - 150

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OBJETIVOS: conhecer como a equipe de enfermagem percebe o cuidado efetivado à criança que sofreu violência sexual ao ser atendida em unidade de emergência hospitalar e especificar, a partir das expressões da equipe de enfermagem, as características que compõem o cuidado de enfermagem em unidade de emergência hospitalar à criança que sofreu violência sexual.
MÉTODOS: pesquisa qualitativa, pelo método exploratório-descritivo, utilizando a entrevista semiestruturada com 11 profissionais da equipe de enfermagem de uma unidade de emergência hospitalar.
RESULTADOS: pela análise de conteúdo de Bardin (1991), foram compreendidas três Unidades de Contexto e seis Unidades de Significação que revelam a percepção da equipe de enfermagem ao cuidar da criança vítima de violência sexual em unidade de emergência hospitalar.
CONCLUSÕES: a equipe percebe que o cuidado vai além da técnica, envolvendo o emocional da criança, equipe e família. Percebeu-se o cuidado humanizado, porém sem a sistematização da assistência por meio do processo de enfermagem.

Palavras-chave: Percepção. Cuidado da Criança. Violência Sexual

 

Cuidados paliativos à criança oncológica na situação do viver/morrer: a ótica do cuidar em enfermagem

Barbara Soares Avanci; Fabiano Mizael Carolindo; Fernanda Garcia Bezerra Góes; Nina Paula Cruz Netto

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2009; 13(4): 708 - 716

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Pesquisa de campo, descritiva-exploratória, com abordagem qualitativa, realizada em 2009, que objetivou conhecer a percepção do enfermeiro diante da criança com câncer sob cuidados paliativos; e discutir como essa percepção do enfermeiro interfere nos cuidados prestados à criança com câncer sob cuidados paliativos. Os sujeitos foram cinco enfermeiros do setor de pediatria do HEMORIO, e a interpretação das falas ocorreu por meio da análise temática. Percebemos que o cuidar da criança com câncer sob cuidados paliativos é um processo de sofrimento e um misto de emoções para o profissional, e que os cuidados voltam-se para a promoção do conforto, pelo alívio da dor e dos sintomas, além do atendimento às necessidades biopsicossociais e espirituais, e do apoio à família. Conclui-se que é necessário enfatizar a importância da assistência de enfermagem no cuidado paliativo à criança com câncer, principalmente sob a ótica do cuidar, mas também na perspectiva do desenvolvimento da profissão.

Palavras-chave: Enfermagem Pediátrica. Cuidados Paliativos. Enfermagem Oncológica. Criança

 

Desconfortos vividos no cotidiano de familiares de pessoas internadas na UTI a

Kátia Santana Freitas1; Fernanda Carneiro Mussi2; Igor Gomes Menezes3

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2012; 16(4): 704 - 711

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Trata-se de uma pesquisa qualitativa que objetivou conhecer os desconfortos vividos no cotidiano de familiares de pessoas internadas na unidade de terapia intensiva (UTI). Foi realizada na UTI geral de um hospital público, em Salvador-BA, no segundo semestre de 2009. Nove familiares de pessoas internadas foram entrevistados. Empregou-se a técnica de análise da Teoria Fundamentada em Dados. Os resultados mostraram que a interação das famílias com a ameaça à vida de um de seus membros na UTI produziu, como desconforto central, a descontinuidade da vida cotidiana, a qual foi caracterizada por quatro categorias: vivendo a angústia da possibilidade de perda, vivendo uma cisão na vida familiar, sofrendo mudanças na vida social e profissional, tendo dificuldade para cuidar de si. Tais desconfortos podem ser minimizados com abordagem multiprofissional sensível às demandas das famílias e apoio de sua rede social.

Palavras-chave: Família. Enfermagem familiar. Cuidados de conforto. Relações familiares.

 

Diagnóstico da enfermagem na saúde física de pré-escolares em uma comunidade mexicana

Patricia Cruz BelloI; Patricia Becerril AmeroII; Sandra Maricela Martínez AlvaradoIII

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2008; 12(1): 97 - 101

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As condições de vida do ser humano têm sofrido transformações na sociedade e na saúde dos grupos etários. O indivíduo expõe as práticas de saúde em concordância com seus padrões culturais e a influência das redes sociais. Este estudo identificou a saúde física de pré-escolares em uma comunidade do município de Toluca, México. Foram entrevistados pré-escolares contando com autorização e presença dos pais. As doenças identificadas foram as infecções respiratórias agudas, infecciosas e gastrointestinais e subnutrição, com fatores predisponentes de práticas de higiene pessoal e ambiental deficientes, entre outras. Os padrões da saúde funcional de Gordón foram utilizados, e foram estruturados os diagnósticos da enfermagem, sendo os mais relevantes: os conhecimentos deficientes para a melhora da percepção do controle da saúde e prevenção da doença, relacionados com a deficiente informação que recebem de seus pais e professores. Propõem-se mudanças nos programas da instrução para a saúde, favorecendo a prevenção, o controle, o tratamento e a referência aos serviços da saúde.

Palavras-chave: Diagnóstico de Enfermagem. Pré-escolar. Saúde

 

Diarréia aguda em crianças menores de um ano: subsídios para o delineamento do cuidar

IIvonete Vieira PereiraI; Ivone Evangelista CabralII

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2008; 12(2): 224 - 229

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Estudo quantitativo observacional descritivo, teve como fonte de dados o inquérito epidemiológico, para determinar as razões da elevada prevalência de doenças diarréicas agudas em menores de um ano em Ananindeua, Pará. A amostra foi constituída pelas famílias cadastradas no Programa Saúde da Família. Constatou-se que os fatores sócio-econômico-culturais influenciaram na ocorrência de diarréia, pois quanto menores a idade da mãe e a escolaridade maior a prevalência da doença. Esta população vive em área de ocupação, sem saneamento básico, com lixo e dejetos a céu aberto, estando abaixo da linha de pobreza. Quanto ao desmame precoce, observou-se introdução de água e chás nos primeiros 15 dias e de leite artificial no primeiro mês, havendo resistência para utilizar soro oral. Realizavam tratamento caseiro. Conclui-se que, além da reversão dos fatores estruturais, é necessário incluir questões culturais, educativas para uma política pública de cuidar.

Palavras-chave: Enfermagem. Saúde da Criança. Diarréia

 

Doença renal crônica: conhecendo a experiência da criança

Sheila de Souza VieiraI; Giselle DupasII; Noeli Marchioro Liston Andrade FerreiraIII

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2009; 13(1): 74 - 83

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Esta pesquisa objetivou compreender a vivência da criança com insuficiência renal crônica e analisar o significado que ela atribui a esta vivência. Os referenciais que embasaram o estudo foram o Interacionismo Simbólico e a Teoria Fundamentada nos Dados, teórico e metodológico, respectivamente. Neste estudo qualitativo, utilizamos a entrevista consentida semiestruturada. Foram entrevistadas oito crianças de 7 a 14 anos. Emergiram oito categorias conceituais que delinearam a trajetória da criança perante a doença: "Descobrindo-se doente", "Sofrendo mudanças no dia-dia", "Sentindo que está prejudicando outrem", "Sofrendo com outros problemas", "Procurando acostumar-se", "Igualando-se às demais crianças", "Não sendo forte o bastante" e "Projetando o futuro". A adaptação a uma doença crônica na infância é um processo complexo que se modifica à medida que a criança e sua família superam enfrentamentos anteriores. O relato da criança é muito importante para identificarmos suas necessidades e assegurarmos uma assistência mais humanizada.

Palavras-chave: Insuficiência Renal Crônica. Criança. Enfermagem Familiar

 

Emergências Pré-Hospitalar na Infância

Brígida Neide Rocha Lira1; Maria Cristina de Jesus Melo2

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2002; 6(0): 147 - 155

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As emergências pediátricas podem ocorrer a qualquer momento em qualquer local: no trabalho, lazer ou via pública. A prestação imediata de primeiros socorros muitas vezes significa a diferença entre a vida e a morte dessas crianças ou entre a recuperação e a incapacidade. As medidas de primeiros socorros podem ser aplicadas por qualquer pessoa que esteja próxima a criança, até que chegue o auxílio especializado. O Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro preocupa-se com o treinamento em primeiros socorros há vários anos e através dos ensinamentos adquiridos por esta magnífica Instituição é que gostaríamos de dar um enfoque especial aos prováveis acidentes com as crianças e que se tornam alvos fáceis para os mais variados tipos de acidentes que requerem atuação de emergência imediata.

Palavras-chave: Enfermagem. Saúde da criança. Emergência pediátrica. Primeiros socorros.

 

Espacialidade do ser-profissional-de-enfermagem no mundo do cuidado à criança que tem câncera

Cintia Flores Mutti1; Stela Maris de Mello Padoin2; Cristiane Cardoso de Paula3

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2012; 16(3): 493 - 499

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OBJETIVO: compreender o significado para equipe de enfermagem de cuidar de crianças que têm doença oncológica avançada, cuja enfermidade não responde mais aos tratamentos curativos.
MÉTODO: Investigação fenomenológica heideggeriana. Etapa de campo desenvolvida no período de dezembro/2010 a março/2011, com 15 profissionais de enfermagem no Hospital Universitário de Santa Maria, Rio Grande do Sul, Brasil.
RESULTADOS: O profissional de enfermagem expressa que, no cotidiano de cuidado à criança que tem câncer, tem que separar o profissional do emocional. Descreve o seu dia a dia dentro e fora do hospital. Com o tempo, aprende a separar o trabalho da vida pessoal.
CONCLUSÕES: Aponta a necessidade do desenvolvimento de estratégias de ação multiprofissional entre a equipe que cuida, considerando que também precisa ser cuidada.

Palavras-chave: Enfermagem oncológica. Criança. Neoplasias. Cuidados paliativos.

 

Estratégia acolhimento mãe-bebê: aspectos relacionados à clientela atendida em uma unidade básica de saúde do município do Rio de Janeiro

Maria Helena do Nascimento Souza; Thaiane Nascimento da Conceição Gomes; Elisabete Pimenta Araújo Paz; Celise Silva da Trindade; Regina Célia Carvalho Veras

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2011; 15(4): 671 - 677

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O presente trabalho é um estudo descritivo, que objetivou identificar as características sociodemográficas e de saúde de mães e as condições de saúde de crianças atendidas pelos enfermeiros na Estratégia de Acolhimento Mãe e Bebê em uma Unidade Básica de Saúde do Estado de Rio de Janeiro. Os dados foram coletados em 421 prontuários das crianças atendidas em uma Unidade Básica em 2009. Realizou-se a análise univariada dos dados com uso do software "Epi-info" versão 3.5. Os resultados mostraram que: 70,6% das mães estavam na faixa etária de 20 até 35 anos, 58,2% haviam realizado parto normal, 5,0% apresentaram alteração na cicatriz cirúrgica, e 23,8%, alteração nas mamas. O companheiro e a avó materna foram os membros da rede social que mais forneceram apoio no pós-parto. Com relação aos recém-nascidos 52,5% tinham até 7 dias de vida, 90,3% encontravam-se em aleitamento materno exclusivo, 16,2% apresentavam icterícia, e 3,8% apresentaram alteração no coto umbilical. Conclui-se que a avaliação do grupo escolhido proporciona informações importantes para que os enfermeiros possam apoiar eficientemente as mães nos cuidados com os recém-nascidos, o que contribui à formação do vínculo das mães com este profissional, além da adoção de práticas de promoção da saúde.

Palavras-chave: Saúde materno-infantil. Atenção primária à saúde. Relações mãe-filho. Enfermagem

 

Fatores associados à intoxicação infantil

Érika Okuda Tavares1; Aline Aparecida Buriola2; Jessica Adrielle Teixeira Santos3; Tanimária da Silva Lira Ballani4; Magda Lúcia Félix de Oliveira5

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2013; 17(1): 31 - 37

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Objetivou-se analisar os fatores associados à intoxicação em crianças, a partir de casos registrados no Centro de Controle de Intoxicações do Hospital Universitário Regional de Maringá. Estudo exploratório descritivo, com busca retrospectiva em registros de intoxicação em crianças atendidas em 2008. Os resultados evidenciaram como fatores associados à intoxicação infantil o sexo masculino e a faixa etária entre zero e quatro anos; como fator predisponente, a residência, em que presença do adulto no momento do acidente não impediu a ocorrência da intoxicação; e entre os fatores desencadeantes o acesso facilitado a medicamentos e a via de exposição oral. Considerando a intoxicação infantil um agravo evitável, o foco está na prevenção, com orientações sobre acondicionamento de agentes tóxicos, vigilância das famílias com conscientização dos riscos do ambiente doméstico, bem como apoio estatal, com implantação de embalagem de proteção à criança, com tampa inviolável e disponibilização de doses fracionadas para extinguir as "farmácias caseiras".

Palavras-chave: Intoxicação. Saúde da criança. Prevenção de acidentes.

 

Fixação de cateteres venosos periféricos em crianças: estudo comparativo

Luis Manuel Cunha Batalha; Luísa Paula Santos Costa; Dulce Maria Gomes de Almeida; Patrícia Adriana Almeida Lourenço; Amélia Maria Ferreira Maia Gonçalves; Ana Cristina Guerra Teixeira

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2010; 14(3): 511 - 518

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O estudo descreve e compara dois métodos de fixação de Cateteres Venosos Periféricos, com e sem uso de imobilização com tala, sua interferência no conforto, desenvolvimento das atividades de vida e complicações clínicas, e seu tempo de permanência. Tratase de um estudo prospectivo e descritivo que envolve crianças internadas em dois hospitais, com idades até 10 anos e que necessitaram de colocação de cateteres venosos periféricos, com punção com agulha tipo abocath. A seleção dos casos foi de natureza consecutiva. A análise de 59 casos revela que a fixação dos cateteres venosos periféricos com uso de tala interfere nas atividades de vida, mas reduz os riscos de aparecimento de complicações. O uso desta técnica permanece controverso, e o seu uso rotineiro requerer uma decisão racional, dada a sua interferência nas atividades de vida da criança.

Palavras-chave: Cateterismo Venoso Periférico. Imobilização. Criança

 

Freqüência de lesões perineais ocorridas nos partos vaginais em uma instituição hospitalar

Jaqueline de Oliveira SantosI; Izabel Cristina BolanhoII; Jaqueline Queiroz Carlos da MotaII;Lidiane ColeoniII; Márcia Alessandra de OliveiraII

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2008; 12(4): 658 - 663

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Durante o parto normal, a maioria das mulheres sofre algum tipo de lesão perineal, em razão de lacerações espontâneas ou como conseqüência da incisão cirúrgica - episiotomia. Este estudo, do tipo descritivo, com abordagem quantitativa, visa levantar a freqüência de lesões perineais ocorridas em mulheres durante o parto vaginal em uma instituição hospitalar que exerce a obstetrícia tradicional. A amostra foi composta por 279 prontuários de mulheres que pariram na instituição durante o período de julho a dezembro de 2006. Em 11,82% dos prontuários não foi relatada a ocorrência de lesões. A episiotomia foi realizada em 86,99% das mulheres, 3,25% sofreram episiotomia e lacerações perineais de 1° e 2° graus, 9,76% tiveram o períneo íntegro. A prática da episiotomia não foi justificada nos prontuários, sua realização ocorreu sem qualquer enfoque seletivo, sendo praticada rotineiramente na instituição, demonstrando que ainda persiste o desrespeito aos direitos humanos adquiridos pelas mulheres.

Palavras-chave: Parto Natural. Períneo. Episiotomia. Saúde da Mulher

 

História do cuidado ao recém-nascido na Maternidade Carmela Dutra - Florianópolis-SC/Brasil (1956-2001)

Vitória Regina Petters Gregório1; Maria Itayra Padilha2

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2012; 16(2): 354 - 362

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Pesquisa qualitativa de abordagem sócio-histórica com o objetivo de analisar as práticas de cuidado desenvolvidas, pelas enfermeiras, ao recém-nascido na Maternidade Carmela Dutra, Florianópolis-SC, no período de 1956 a 2001. Os sujeitos da pesquisa foram nove enfermeiras que trabalharam na Maternidade no período demarcado. Os dados foram categorizados utilizando-se análise de conteúdo temática com base no referencial foucaultiano. Emergiram três categorias: O bebê nascia e passava por uma janelinha para o berçário; As mães não eram donas dos filhos; O prematuro era bem embrulhadinho e levado da sala de parto para o berçário de alto risco. Os resultados mostraram que as práticas de cuidados prestadas aos recém-nascidos passaram por muitas transformações importantes e desafiantes para as enfermeiras. A pesquisa possibilitou conhecer o cotidiano do trabalho das enfermeiras, iluminando o interior das práticas de cuidado e as relações de poder-saber, fortalecendo sua identidade e colaborando para a construção profissional.

Palavras-chave: Enfermagem Obstétrica. Enfermagem Neonatal. História da Enfermagem. Saúde da criança.

 

Identificando necessidades de crianças com deficiência auditiva: uma contribuição para profissionais da saúde e educação

Thais Pereira Scarpitta; Sheila de Souza Vieira; Giselle Dupas

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2011; 15(4): 791 - 801

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Por tratar-se de condição crônica de graves consequências para criança, família e sociedade, a deficiência auditiva tem sido objeto de preocupação por parte dos profissionais de saúde. Este estudo objetivou identificar crianças em idade escolar, matriculadas no ensino fundamental da rede pública do município, conhecer o tipo de acompanhamento de saúde que recebem e identificar junto à família as necessidades que vivenciam em decorrência da deficiência auditiva. Utilizamos o Interacionismo Simbólico (IS) e a Narrativa como referenciais teórico e metodológico, respectivamente. Participaram da pesquisa seis famílias. As entrevistas foram gravadas e transcritas na íntegra. A família sente falta de suporte e infraestrutura do município para diagnóstico e reabilitação, além da falta de recursos e investimento no contexto escolar, sendo obrigada a se mobilizar para enfrentar essa situação. Esta pesquisa oferece subsídios para que ações de enfermagem e políticas públicas sejam pensadas para qualificar o cuidado à saúde desta população.

Palavras-chave: Perda auditiva. Criança. Enfermagem. Doença crônica

 

Imposições e conflitos no cotidiano das famílias de crianças com doença crônica

Vanessa Medeiros da Nóbrega1; Altamira Pereira da Silva Reichert2; Kenya de Lima Silva3; Simone Elizabeth Duarte Coutinho4; Neusa Collet5

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2012; 16(4): 781 - 788

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Estudo descritivo-exploratório com abordagem qualitativa com o objetivo de identificar as imposições e os conflitos enfrentados no cotidiano pelas famílias de crianças com doença crônica. Os dados foram coletados entre novembro de 2008 e janeiro de 2009 mediante entrevistas semiestruturadas realizadas em um hospital público, referência no tratamento de doença crônica, com três famílias residentes no município de João Pessoa - PB, e processados a partir da análise temática. Os resultados apontam que os conflitos e imposições no cotidiano da família envolvem o abandono do emprego, ocasionando desequilíbrio financeiro; redução/interrupção dos momentos de lazer; incompreensão social e familiar; sobrecarga do cuidador principal; desestruturação familiar e relacionamentos fragilizados com repercussão negativa em toda família. Aponta-se a necessidade de os profissionais de saúde conhecerem o contexto de vida da criança com doença crônica e sua família, a fim de obterem elementos para um planejamento adequado de superação dos percalços decorrentes da doença.

Palavras-chave: Doença crônica. Família. Enfermagem pediátrica. Criança.

 

Incertezas diante do cancer infantil: compreendendo as necessidades da mãe

Margareth Angelo; Patrícia Luciana Moreira; Laura Maria Alves Rodrigues

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2010; 14(2): 301 - 308

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Os objetivos deste estudo foram identificar as necessidades da mãe durante a internação do filho com câncer e compreender como as incertezas diante da doença configuram-se nesta experiência. O referencial teórico do estudo foi o Interacionismo Simbólico e o referencial metodológico, o Interacionismo Interpretativo. A coleta de dados foi conduzida por meio de entrevistas semiestruturadas. Participaram do estudo 10 mães de crianças hospitalizadas em uma instituição especializada no município de São Paulo. Foram identificadas três categorias descritivas das necessidades experienciadas pelas mães: (1) Necessidade de estar presente e acompanhar o tratamento; (2) Necessidade de ser amparada nos momentos de fraqueza; (3) Necessidade de manter vínculo com a família. As necessidades da mãe durante a internação da criança com câncer têm caráter multidimensional, e o reconhecimento delas é essencial para garantir a criação de um contexto de cuidado que potencialize o papel da mãe no suporte à criança com câncer.

Palavras-chave: Mães. Criança Hospitalizada. Neoplasias. Incerteza

 

Interação familiar/acompanhante e equipe de enfermagem no cuidado à criança hospitalizada: perspectivas para a enfermagem pediátrica

Tania Vignuda de Souza; Isabel Cristina dos Santos Oliveira

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2010; 14(3): 551 - 559

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O estudo tem como objetivos: descrever os cuidados prestados pelo familiar/acompanhante e pela equipe de enfermagem à criança durante a internação; analisar as estratégias estabelecidas entre o familiar/acompanhante e a equipe de enfermagem para prestar os cuidados à criança; e discutir a interação do familiar/acompanhante e equipe de enfermagem quanto ao cuidado à criança hospitalizada. É um estudo de caso qualitativo. Os sujeitos são familiares/acompanhantes e equipe de enfermagem. Os dados foram analisados de acordo com a análise temática. Os cuidados prestados pelo familiar/acompanhante são iguais aos desenvolvidos no domicílio, e a equipe de enfermagem presta cuidados de maior complexidade. Os familiares/acompanhantes consideram a equipe de enfermagem atenciosa com seus filhos. Na admissão da criança podem ocorrer interferências como: medo e falta de confiança. Conclui-se que os familiares/acompanhantes que permanecem por mais tempo na instituição ou que reinternam apreendem a cultura hospitalar utilizando a terminologia científica e elaborando estratégias para proteger a criança.

Palavras-chave: Enfermagem Pediátrica. Cuidado de Enfermagem. Criança Hospitalizada. Relações Profissional-Família. Cultura

 

Legislação básica de proteção à infância: uma abordagem para a prática de enfermagem pediátrica

Ivone Evangelista Cabral1; Déa Lúcia David Neves2; Letícia de Brito Calheiros3; Maria Cristina Vieira dos Anjos4; Sonia Aparecida da Silva Viviane Medeiros Machado5

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2002; 6(0): 41 - 52

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O presente estudo tem como foco central a legislação de proteção à criança no sentido de proporcionar subsídios a prática de enfermagem e da enfermeira pediatra em seu exercício profissional. Tivemos como objetivo destacar os aspectos legais, constantes em Leis e Resolução, que asseguram a proteção à infância e analisar a contribuição desta legislação para a prática da enfermagem. A pesquisa documental foi orientada pelas palavras-chave: Lei, Decreto, Resolução, criança, direito, dever e proteção. Foram destacados Leis e Resoluções pertencentes aos campos geral e profissional cujos dados qualitativos foram categorizados a saber: legislação de base, de prática assistencial e de prática da pesquisa.

Palavras-chave: Enfermagem. Saúde da Criança. Legislação.

 

Manejo da dor pós-operatória na visão dos pais da criança hospitalizada

Larissa Domingas Grispan e Silva; Mauren Teresa Grubisich Mendes Tacla; Edilaine Giovanini Rossetto

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2010; 14(3): 519 - 526

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Considerando os efeitos deletérios da dor pós-operatória na criança e seu direito a receber alívio, sentiu-se a necessidade de estudar esse tema. Pesquisa qualitativa desenvolvida na unidade pediátrica de um hospital público de Londrina - Paraná, visando investigar a percepção dos pais quanto ao manejo da dor pós-operatória pela equipe de enfermagem e seu envolvimento neste processo. Foram entrevistados 10 familiares que acompanhavam crianças submetidas a cirurgias. Os dados foram agrupados em dois temas: caracterização do manejo da dor pós-operatória e estratégias adotadas para o alívio da dor pós-operatória. A terapia farmacológica foi mencionada como principal método utilizado pela equipe para analgesia. Quanto à atuação dos pais, referiram o uso de estratégias não farmacológicas como: distração, brinquedos, entre outros. O tratamento farmacológico é supervalorizado pelos profissionais e pelos pais. Técnicas não farmacológicas são extremamente úteis, porém, é necessário incentivar os pais a participar ativamente no manejo da dor pós-operatória de seus filhos.

Palavras-chave: Dor. Criança. Enfermagem Pediátrica. Família

 

Modelo Calgary de avaliação da família de recém-nascidos: estratégia pedagógica para alunos de enfermagem

Marialda Moreira ChristoffelI; Sandra Teixeira de Araújo PachecoII;Carlos Sérgio Correa dos ReisIII

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2008; 12(1): 160 - 165

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Trata-se de um relato de experiência, cujo objetivo é descrever a experiência da utilização do Modelo Calgary de Avaliação e Intervenção Familiar na consulta de enfermagem à criança. Os resultados evidenciaram que esse modelo pode ser utilizado a partir da segunda consulta, quando se inicia um vínculo entre docente-discentes e família, que são necessários mais de cinco encontros e que a duração da entrevista é de, no mínimo, 20 minutos. O modelo utilizado como estratégia de ensino-aprendizagem permitiu aos alunos uma maior reflexão sobre os problemas apresentados pela família numa relação de diálogo, mudanças de autoconhecimento e de estrutura familiar, melhor compreensão da rede familiar e como a cultura familiar influencia as práticas de cuidado prestado à criança no domicílio.

Palavras-chave: Consulta de Enfermagem. Educação em Saúde. Saúde da Criança. Família

 

O cotidiano das famílias que convivem com o HIV: um relato de experiência

Mariana VieiraI; Maria Itayra Coelho de Souza PadilhaII

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2007; 11(2): 351 - 357

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Trata de um relato da experiência de prática assistencial que teve como objetivo aplicar os princípios da Teoria Humanista de Paterson e Zderad no cuidado às famílias soropositivas para o HIV que convivem com a criança também soropositiva, que frequenta em um Hospital-Dia, para seleção/delineamento dos sujeitos e consultas de enfermagem, em uma Unidade Local de Saúde, ambos em Florianópolis. Foram realizadas nove consultas de enfermagem, três com cada família; no entanto, descrevemos neste artigo a implementação com uma das famílias. Podemos afirmar que a aplicação dos princípios da teoria de Paterson e Zderad proporcionou a confirmação de que a família vem a estar melhor mediante a presença da interação, do diálogo. E nestes momentos de interação, a partir das consultas de enfermagem, detectamos as estratégias, desenvolvidas pelas mesmas, como: apoio familiar, religião, medicamentos, alimentação, lazer, carinho entre outras.

Palavras-chave: Família. Criança. HIV. Enfermagem

 

O cotidiano do ser-adolescendo com aids: movimento ou momento existencial?

Cristiane Cardoso de Paula I; Ivone Evangelista Cabral II; Ívis Emília de Oliveira Souza III

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2009; 13(3): 632 - 639

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As crianças com AIDS por transmissão vertical transitam da infância para adolescência, e pouco se sabe sobre como cuidam de si. Compreender este cotidiano do adolescer foi o objetivo desta investigação fenomenológica com análise hermenêutica heideggeriana. A entrevista com 11 meninos/meninas (12-14 anos) não institucionalizados, que conheciam seu diagnóstico, ocorreu depois da aprovação do projeto pelo Comitê de Ética de três instituições do Rio de Janeiro, cenários da pesquisa. Os resultados apontaram um cotidiano marcado pelos momentos infância e adolescência. Às vezes quer voltar a ser-criança para brincar; se re-conhece como ser-adolescente pela aparência, humor, atividades diárias, lazer e relacionamentos. Transitando entre esses momentos, re-vela-se como ser-adolescendo. Neste movimento existencial des-vela-se como ser-de-possibilidades, que não está limitado à dupla-facticidade: adolescer (segundo demarcações etárias e características predeterminadas) e AIDS (fragilidade clínica). Portanto, conjugar as dimensões biológica e existencial, no modelo assistencial-institucional, é o desafio do cuidado ao ser-adolescendo.

Palavras-chave: Saúde do Adolescente. Saúde da Criança. Enfermagem Pediátrica. Síndrome de Imunodeficiência Adquirida

 

O cuidado à criança centrado na família

Lucila Castanheira Nascimento1; Semiramis Melani Melo Rocha2

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2002; 6(0): 107 - 114

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A participação da familia no cuidado à criança sempre esteve presente ao longo da história da enfermagem. Na atualidade, intensifica-se a inserção da família nas questões de saúde e doença, como produto das transformações das práticas sociais, resultantes de necessidades geradas na sociedade. 0 objetivo deste artigo é descrever as principais abordagens que consideram a família como parte integrante do cuidado, suas principais características, bem como apresentar variáveis que constituem barreiras no avanço do conhecimento da enfermagem nesta área. Discute-se a importância da articulação entre prática clínica, pesquisa e referencial que fundamente o cuidado à criança e família - Aponta-se a necessidade das enfermeiras ousarem na prática clínica do cuidado à criança centrado na família, descobrindo as riquezas do trabalho com famílias, ampliando suas habilidades e contribuindo com a construção e avanço do conhecimento na saúde da criança e do adolescente.

Palavras-chave: Criança. Família. Cuidado da criança. Enfermagem da família.

 

O cuidado da criança com espinha bífida pela família no domicílio

Maria Aparecida Munhoz Gaiva; Ádila de Queiroz Neves; Fabíola Mara Gonçalves de Siqueira

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2009; 13(4): 717 - 725

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O objetivo deste estudo foi descrever a experiência das famílias que têm crianças portadoras de Espinha Bífida no cuidado cotidiano. Realizamos um estudo de abordagem qualitativa, empregando para a coleta de dados a entrevista semiestruturada com nove famílias. A análise dos dados foi desenvolvida com suporte no método da Análise Temática. Os resultados permitiram compreender o impacto da malformação da criança sobre a família e as dificuldades para prestar o cuidado cotidiano para a criança. O estudo também aponta a necessidade de os profissionais de saúde e enfermagem pensarem novos modelos de cuidar que sejam centrados nas necessidades da família e não apenas no processo patológico da criança.

Palavras-chave: Mielomeningocele. Cuidado da criança. Crianças Portadoras de Deficiência. Família

 

O cuidado materno no manejo da asma infantil contribuição da enfermagem transcultural

Maíra Domingues Bernardes Silva; Leila Rangel da Silva; Inês Maria Meneses dos Santos

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2009; 13(4): 772 - 779

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O objeto deste estudo são as práticas culturais do cuidado materno no manejo da asma infantil.
OBJETIVOS: descrever o conhecimento e o cuidado materno sobre a asma infantil e analisar o cuidado materno no manejo da asma infantil. Estudo descritivo-exploratório desenvolvido a partir de questionários e entrevistas com mães de crianças com asma, no período de setembro de 2008 janeiro de 2009. Após análise temática dos dados, emergiram três categorias: 1) Conceito e manejo da asma na visão das mães cuidadoras; 2) Asma como sofrimento e risco para a vida dos filhos; 3) Plantas medicinais, simpatias e religiosidade no cuidado do filho com asma. Concluiu-se que é importante respeitarmos a cultura das mães cuidadoras das crianças com asma, para que seus valores possam ser preservados, acomodados e reestruturados junto ao cuidado profissional.

Palavras-chave: Saúde da Criança. Enfermagem Transcultural. Enfermagem Pediátrica. Cuidado da Criança. Asma

 

O enfermeiro e o cuidar da criança com câncer sem possibilidade de cura atual

Ana Claudia Moreira Monteiro1; Benedita Maria Rêgo Deusdará Rodrigues2; Sandra Teixeira de Araújo Pacheco3

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2012; 16(4): 741 - 746

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O estudo objetivou analisar compreensivamente o cuidado do enfermeiro à criança hospitalizada portadora de doença oncológica fora de possibilidade de cura atual. A fenomenologia sociológica de Alfred Schutz fundamentou a análise possibilitando a apreensão desse cuidado como uma conduta humana. Os sujeitos foram 12 enfermeiros do setor de internação pediátrica de um hospital público federal especializado em oncologia, do município do Rio de Janeiro, cuja aprovação no CEP deu-se com o Registro nº 43/ 11. As falas foram captadas no período de junho a julho de 2011, com a entrevista fenomenológica guiada pela questão orientadora: O que você tem em vista quando cuida de crianças fora de possibilidade de cura atual? Na análise compreensiva surgiram duas categorias: conforto e minimização da dor. A partir dessas ações direciona-se o cuidar para o familiar ali presente, com o intuito de apoiá-lo, proporcionando atitudes de carinho, afeto e respeito.

Palavras-chave: Enfermagem oncológica. Cuidado da criança. Cuidados paliativos.

 

O processo de parir assistido pela enfermeira obstétrica no contexto hospitalar: significados para as parturientes

Eliz Cristine Maurer Caus; Evanguelia Kotzias Atherino dos Santos; Anair Andréia Nassif; Marisa Monticelli

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2012; 16(1): 34 - 40

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Pesquisa convergente-assistencial, que objetivou compreender o significado que a parturiente atribui ao processo de parir assistido pela enfermeira, à luz da Teoria Humanística, e identificar as contribuições deste processo para promover o cuidado humanístico. Os dados foram coletados em uma maternidade pública de Santa Catarina, com nove parturientes, sendo obtidos por intermédio do diálogo vivido, durante a aplicação do processo da Enfermagem Fenomenológica. A análise seguiu etapas de apreensão, síntese, teorização e transferência, de onde emergiu a categoria central: o ser-parturiente reconhece na enfermeira obstétrica uma cuidadora diferenciada, evidenciando que sua atuação significa respeito à feminilidade, delicadeza, liberdade de expressão, aprendizagem, presença que dá segurança e ânimo nas horas mais temidas. A dor é fortemente referida, seguida da satisfação pelo nascimento saudável. Conclui-se que a parturiente assistida pela enfermeira obstétrica percebe um canal intersubjetivo aberto para o encontro, proporcionando-lhe mecanismos de chamados-respostas indispensáveis ao cuidado de si e do recém-nascido.

Palavras-chave: Enfermagem obstétrica. Parto humanizado. Parto normal

 

O ser mãe de criança com doença crônica: realizando cuidados complexos

Maria Inez Almeida; Rosemeire Cristina Moretto Molina; Tereza Maria Mageroska Vieira; Ieda Harumi Higarashi; Sonia Silva Marcon

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2006; 10(1): 36 - 46

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O presente estudo tem por objetivo compreender a experiência de assistência domiciliar prestada por mãe de criança com doença crônica e dependente de cuidados complexos. A pesquisa teve como eixo norteador a abordagem qualitativa. Para a análise e interpretação dos dados, optou-se pela abordagem metodológica do Discurso do Sujeito Coletivo (DSC). Os dados foram coletados nos período de janeiro a março de 2005, por meio de entrevista semi-estruturada com mães residentes em três municípios do Estado do Paraná. Foram informantes seis mães cuidadoras principais da criança dependente de cuidados complexos e que houvesse passado pela experiência de hospitalização nos últimos seis meses. Da realidade dessas mães cuidadoras domiciliares, desvelou-se toda a gama de dificuldades e os meios de enfrentamento encontrados por elas para lidarem com o cotidiano da assistência em seus lares, o que evidenciou a importância do papel educativo-assistencial do profissional enfermeiro para a efetivação desse processo.

Palavras-chave: Doença crônica. Enfermagem. Cuidado da criança

 

O significado de cuidado para crianças vítimas de violência intrafamiliar

Ruth Irmgard Bärtschi Gabatz; Eliane Tatsch Neves; Margrid Beuter; Stela Maris de Mello Padoin

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2010; 14(1): 135 - 142

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Trata-se de uma pesquisa qualitativa que objetivou descrever o significado de cuidado vivenciado em família por crianças abrigadas que sofreram violência intrafamiliar. Foi desenvolvida em duas instituições que abrigam crianças e adolescentes vítimas de violência familiar no sul do Brasil, com quatro crianças entre 8 e 11 anos de idade. A produção dos dados ocorreu em junho/julho de 2008 por meio do Método Criativo Sensível, com as dinâmicas de criatividade e sensibilidade Brincar em Cena e Corpo Saber. Os dados foram analisados por meio da análise de discurso francesa. Foi evidenciado como tema o significado atribuído pela criança acerca de cuidado, que se desdobrou nos subtemas Sentimento de amor e de carinho pelo familiar que cuidava e Os cuidados básicos de higiene como forma de cuidado. Recomenda-se um trabalho preventivo, realizado junto às famílias com foco em ações que propiciem o apego, o fortalecimento do vínculo mãe-filho e as relações familiares.

Palavras-chave: Violência Doméstica. Enfermagem Pediátrica. Maus-tratos Infantis. Cuidado da Criança

 

O toque no cuidado de enfermagem à criança: uma abordagem introdutória

Islândia Maria Carvalho de Sousa

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2002; 6(0): 141 - 146

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O artigo aborda a influência da mudança de paradigma no crescimento das terapias alternativas e a relação deste com o cuidado em enfermagem. Apresenta a massagem como uma terapia alternativa e um forma de toque. Descreve, sintéticamente, os três momentos do curso - O toque no cuidado de enfermagem a criança - realizado no Rio de Janeiro, durante o 2º Seminário de Saúde da Criança e do Adolescente e 1º Encontro de Grupos de Pesquisa desta área, do ano de 2002.

Palavras-chave: Enfermagem. Saúde da criança. Toque.

 

Os Doutores da Alegria na unidade de internação pediátrica: experiências da equipe de enfermagem

Roberta Ramos de OliveiraI; Isabel Cristina dos Santos OliveiraII

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2008; 12(2): 230 - 236

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O estudo enfoca a experiência da equipe de enfermagem com a atuação dos Doutores da Alegria na unidade de internação pediátrica, tendo como objetivos: descrever os conhecimentos da equipe de enfermagem quanto à atuação dos Doutores da Alegria e analisar as experiências da equipe de enfermagem quanto a esta atuação. O estudo é de natureza qualitativa, e os sujeitos do estudo foram dez membros da equipe de enfermagem. Para a abordagem dos sujeitos, foi utilizada a entrevista não diretiva em grupo. Constata-se que a maioria das depoentes conhece a atuação dos Doutores da Alegria, sendo possível evidenciar reações e benefícios durante a hospitalização da criança, bem como a tríade de relações entre palhaços, mãe acompanhante e equipe de enfermagem. Conclui-se que os palhaços atuam como agentes facilitadores, atentando para o fato de que brincadeiras e brinquedos constituem recursos que podem/devem ser utilizados no contexto hospitalar, acarretando novos significados ao cuidar.

Palavras-chave: Equipe de Enfermagem. Criança hospitalizada. Jogos e brinquedos

 

Os profissionais de Enfermagem diante do nascimento da criança com malformação congênita

Iêda Maria Ávila Vargas DiasI; Rosangela da Silva SantosII

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2007; 11(1): 73 - 79

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Estudo de natureza qualitativa utilizou o Método História de Vida e teve por objeto de estudo a percepção da equipe de enfermagem de sua experiência em atuar no nascimento de uma criança portadora de malformação congênita. Os resultados permitiram a construção de três categorias temáticas: a percepção da equipe de enfermagem ao assistir o nascimento de uma criança com malformação congênita; as estratégias empregadas pela equipe de enfermagem; e os fatores que influenciam a atuação da equipe. O estudo evidenciou que a experiência de atuar no nascimento de criança malformada é percebida tanto como uma experiência prazerosa e gratificante quanto como uma experiência estressante e incômoda. A percepção dessa experiência é influenciada pela história de vida do indivíduo; processo de formação do profissional; tempo de atuação e suporte institucional em relação aos aspectos técnicos, científicos e emocionais.

Palavras-chave: Anormalidades. Saúde da Criança. Enfermagem

 

Pediculose nos centros de educação infantil: conhecimentos e práticas dos trabalhadores

Flávia Lopes Gabani; Clarice Martins Lima Maebara; Rosângela Aparecida Pimenta Ferrari

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2010; 14(2): 309 - 317

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Este trabalho objetivou identificar e analisar conhecimentos e práticas, acerca da pediculose, dos trabalhadores de Centros de Educação Infantil (CEI) das áreas de abrangência de duas Unidades de Saúde da Família, Londrina, Paraná. Trata-se de estudo descritivo transversal. Foi aplicado formulário com questões sobre mitos, tabus, práticas, dúvidas e dificuldades na interrupção da infestação da pediculose em oito CEI. Posteriormente, realizou-se oficina com materiais educativos. Participaram 60,4% dos funcionários, aqueles que estavam presentes no dia determinado pela instituição. Quase a totalidade referiu infestação pela ectoparasitose, assim como em seus familiares. A problemática é enfrentada cotidianamente nos CEI (72,1%). Práticas adequadas de enfrentamento ainda são limitadas. Muitos mitos e tabus persistem (piolhos pulam, uso de sal, vinagre e querosene, etc.). As principais dúvidas estão relacionadas ao tratamento, e a maior dificuldade é a falta de colaboração dos pais. Ressalta-se, enfim, necessidade e importância de ações intersetoriais, preventivas e sistemáticas, no ambiente escolar.

Palavras-chave: Enfermagem Pediátrica. Piolhos. Creches. Cuidado da Criança

 

Perfil de casais que optam pelo parto domiciliar assistido por enfermeiras obstétricasa

Iara Simoni Silveira Feyer1; Marisa Monticelli2; Roxana Knobel3

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2013; 17(2): 298 - 305

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Esta pesquisa exploratório-descritiva foi desenvolvida com o objetivo de identificar as características sociodemográficas de casais que optam pelo domicílio como local para a ocorrência do parto. Participaram 25 casais que elegeram os serviços de uma equipe de enfermeiras obstétricas que assiste a partos domiciliares, em Florianópolis-SC. As informações foram obtidas por meio dos registros em prontuários dos atendimentos prestados pelas enfermeiras e de entrevistas semiestruturadas com os casais praticantes do parto domiciliar planejado, tendo sido realizada análise descritiva do perfil obtido. Identificou-se que a maioria dos casais era de pessoas com formação superior, relacionamento estável, que residiam em casa própria e tinham estabilidade profissional. Grande parte dos participantes não era natural de Florianópolis e alguns casais vieram de outras cidades para que o parto ocorresse nesta cidade. Foi possível concluir que a opção pelo parto em casa está atrelada à revalorização do ambiente doméstico, e não a um resgate do passado.

Palavras-chave: Parto domiciliar. Enfermagem obstétrica. Características da população.

 

Perfil dos óbitos infantis no município do Rio de Janeiro segundo peso ao nascer, no ano de 2002

Rejane Burlandi de OliveiraI; Enirtes Caetano Prates MeloII; Virginia Maria de Azevedo Oliveira KnuppIII

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2008; 12(1): 25 - 29

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A taxa de mortalidade infantil é considerada síntese da qualidade de vida e do nível de desenvolvimento de uma população, e o peso ao nascer representa o fator de risco que mais influencia a sobrevivência infantil.
OBJETIVO: analisar a mortalidade infantil segundo a distribuição espacial do peso ao nascer nas áreas de planejamento do Município do Rio de Janeiro, em 2002.
MÉTODOS: Fonte de dados do Sistema de Informação de Mortalidade (SIM) segundo peso ao nascer, no Município do Rio de Janeiro, ano de 2002. Na Zona Oeste, encontramos concentrações de altas taxas de óbitos infantis, em todas as faixas de peso analisadas. Os resultados mostraram que esforços devem ser dirigidos no sentido de garantir o acesso da gestante e do recém-nascido aos serviços de saúde, assegurando uma assistência obstétrica e neonatal adequada no Município do Rio de Janeiro, que propicie condições para uma gestação e nascimentos seguros.

Palavras-chave: Mortalidade Infantil. Peso ao Nascer. Serviços de Saúde da Criança. Sistemas de Informação

 

Práticas alimentares e sua relação com as intercorrências clínicas de crianças de zero a seis meses

Lorena Barbosa Ximenes; Juliane Girão de Moura; Mônica Oliveira Batista Oriá; Mariana Cavalcante Martins; Paulo Cesar de Almeida; Elioneide Paulo Carneiro

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2010; 14(2): 377 - 385

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Este estudo foi desenvolvido para identificar os principais agravos de saúde em crianças de zero a seis meses de vida e verificar a relação entre os agravos de saúde e as práticas alimentares mais frequentes. Foram analisadas informações de 36 crianças, identificadas primeiramente na faixa etária de zero a dois meses e acompanhadas até seis meses em uma Unidade de Cuidado de Enfermagem do Centro de Desenvolvimento Familiar (CEDEFAM) em 134 encontros, por meio de formulário estruturado. Houve predomínio de 24 (18%) crianças na faixa etária entre um e dois meses, sendo que 15 (11,2) dessas se encontravam em AME (aleitamento materno exclusivo). Quanto aos agravos relacionados aos lactentes em AME, houve 75 ocorrências (40,5%), sendo 33 (17,8%) problemas respiratórios, 38 (20,5%) problemas dermatológicos e 4 (2,2%) problemas gastrointestinais. Portanto, as crianças, principalmente as menores de seis meses de idade, fazem parte de um grupo mais vulnerável, e o leite materno pode reduzir a morbimortalidade infantil.

Palavras-chave: Hábitos Alimentares. Saúde da Criança. Cuidados de Enfermagem

 

Práticas culturais de cuidados de mulheres mães de recém-nascidos de risco do sul do Brasil

Ana Rosa Müller IserhardI; Maria de Lourdes Denardin Budó II; Eliane Tatsch Neves III; Marcio Rossato Badke IV

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2009; 13(1): 116 - 122

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As questões atuais relacionadas com a saúde da mulher visam atingir um novo enfoque de integralidade capaz de sobrepor os efeitos limitantes de um modelo biomédico em saúde, sem considerar os aspectos vivenciais e culturais das mulheres e suas famílias. Este estudo objetivou compreender a influência do contexto cultural no desenvolvimento da gestação e no cuidado ao bebê de mulheres mães de recém-nascidos de risco. Trata-se de estudo exploratório-descritivo, desenvolvido a partir de entrevistas com puérperas internadas em uma maternidade no sul do Brasil. Após análise temática dos dados, emergiram duas categorias principais: contexto sociocultural influenciando o período gestacional e os saberes populares no cuidado com o bebê. Os resultados apontaram que não houve, na maioria das vezes, a compreensão da mulher em seu todo, sua visão de mundo e sua maneira de pensar, sentir e agir. Nas questões de conflito, o conhecimento profissional prevaleceu sobre o popular.

Palavras-chave: Saúde da Mulher. Saúde da Criança. Família. Cuidados de Enfermagem. Cultura

 

Prevalência da anemia em crianças avaliada pela palidez palmar e exame laboratorial: implicações para enfermagem

Ethel Bastos da Silva; Melânia Sartori Villani; Alice do Carmo Jahn; Marta Coco

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2011; 15(3): 497 - 506

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Buscou-se analisar a prevalência de anemia ferropriva em crianças e comparar os dados obtidos pelo método clínico "palidez palmar" e exame laboratorial em uma Estratégia de Saúde da Família no município de Panambi/RS. Pesquisa exploratória/descritiva, quantitativa, realizada de março a junho de 2009. Foram sujeitos 41 crianças de 2 meses a 5 anos. Os dados foram analisados pela estatística descritiva. Das crianças, 51,2% eram do sexo masculino; 41,46% estavam na faixa etária de 0 a 12 meses; 53,6% das famílias situavam-se no nível social D e 43,9% dos chefes de família tinham o Ensino Fundamental completo ou o Ensino Médio incompleto. Pela palidez palmar, a prevalência de anemia foi de 51,2% e pelo exame laboratorial, de 58,53%. O estudo mostra que a palidez palmar e o exame laboratorial, quando usados juntos, fornecem um diagnóstico mais preciso da anemia ferropriva, podendo ser inseridos na prática assistencial da enfermagem na ESF.

Palavras-chave: Enfermagem. Cuidado da Criança. Anemia Ferropriva. Palidez. Diagnóstico

 

Puericultura em enfermagem e educação em saúde: percepção de mães na estratégia saúde da família

Viviane Mamede Vasconcelos1; Mirna Albuquerque Frota2; Mariana Cavalcante Martins3; Márcia Maria Tavares Machado4

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2012; 16(2): 326 - 331

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Objetivou-se descrever a vivência das mães sobre os cuidados prestados aos filhos, bem como a percepção destas em relação à consulta de puericultura. Realizou-se pesquisa-ação com onze mães de crianças menores de dois anos e utilizou-se a entrevista semiestruturada em visita domiciliária às mães, seguidas de consultas mensais de puericultura e estratégias de educação em saúde e de nova entrevista para avaliação da implementação das consultas. Após descrição e análise dos dados, emergiram as categorias: Construção da Competência para ser mãe; Alternativas e Tratamento da Doença; Aprendizado na Puericultura. As consultas favorecem o cuidado das mães ao filho, proporcionando saúde de qualidade, por meio da promoção da saúde e prevenção de doenças.

Palavras-chave: Mães. Cuidado da criança. Saúde da criança. Saúde pública.

 

Qualidade de vida da criança com insuficiência renal crônica

Mirna Albuquerque Frota; Juliana da Costa Machado; Mariana Cavalcante Martins; Viviane Mamede Vasconcelos; Fátima Luna Pinheiro Landin

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2010; 14(3): 527 - 533

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O estudo objetivou avaliar a qualidade de vida de crianças com insuficiência renal crônica e identificar os domínios mais relevantes. É descritivo, com abordagem qualitativa e quantitativa, para a qual se utilizou a aplicação do Autoquestionnaire Qualité de Vie Enfant Imagé (AUQEI). Realizado no Instituto do Rim, em Fortaleza-CE-Brasil, com 13 crianças com diagnóstico de insuficiência renal crônica. Os dados foram analisados por meio da técnica de análise temática e do programa estatístico EXCEL. Emergiram as categorias: Dor no momento da diálise; Hospitalização; Limitações da doença e tratamento; Expectativa do transplante; e Apoio/aproximação familiar. A análise dos dados indicou que 61,53% das crianças possuem qualidade de vida regular, enquanto 38,46% têm essa qualidade prejudicada. As dimensões mais representativas foram: Lazer e Família, sendo Autonomia a dimensão mais comprometida. A qualidade de vida de criança com insuficiência renal crônica é considerada satisfatória, apesar das limitações.

Palavras-chave: Qualidade de Vida. Saúde da Criança. Insuficiência Renal

 

Representação do processo de adoecimento de crianças e adolescentes oncológicos junto aos familiares

Fernanda Aldrigues Crispim SilvaI; Priscila Rodrigues AndradeII; Tiara Rodrigues BarbosaIII; Maria Vitória HoffmannIV; Cristina Ribeiro MacedoV

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2009; 13(2): 334 - 341

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O estudo objetiva descrever o desequilíbrio que o diagnóstico do câncer infanto-juvenil provoca nas famílias e avaliar a representatividade do diagnóstico em crianças, adolescentes e famílias envolvidas e o comportamento da equipe de enfermagem na percepção dos familiares das crianças e adolescentes acometidos. Estudo realizado na Unidade de Onco-Hematologia do HINSG, com familiares de crianças e adolescentes diagnosticados com câncer. Os resultados demonstram que 20% dos familiares vivenciaram desespero; 21%, medo da morte; 39%, solidariedade; 22%, ciúmes; 19%, desprezo; 56% sofreram alterações nas rotinas. Os impactos causados envolvem aspectos físicos, psicossociais e financeiros, causando transformações e gerando desequilíbrio no convívio social e familiar. Quanto ao comportamento da equipe de enfermagem para com os familiares, 90% se apresentam solícitos e educados em relação ao atendimento das queixas dos clientes; 75,6% dos funcionários esclarecem dúvidas e atendem a solicitações. Conclui-se que uma assistência de enfermagem pautada na humanização durante o tratamento deste tipo de cliente, extensiva aos seus familiares, é de grande relevância.

Palavras-chave: Enfermagem Oncológica. Enfermagem Familiar. Criança. Adolescente

 

Resultados maternos e neonatais da assistência em casa de parto no município do Rio de Janeiro

Adriana Lenho de Figueiredo Pereira1; Tamara Rubia Lino de Lima2; Mariana Santana Schroeter3; Monique da Silva Ferreira Gouveia4; Sabrina Damazio do Nascimento5

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2013; 17(1): 17 - 23

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O objetivo deste estudo foi descrever os resultados maternos e neonatais da assistência na Casa de Parto David Capistrano Filho. Pesquisa exploratório-descritiva, com abordagem quantitativa, que analisou 458 prontuários dos partos normais e nascimentos no período de janeiro de 2008 a dezembro de 2009. As parturientes eram mulheres jovens, de 15 a 25 anos de idade (66,6%), e nulíparas (55%). Durante o trabalho de parto, elas permaneceram com o acompanhante (94,1%) e receberam cuidados para o relaxamento e o conforto. A taxa de episiotomia foi de 2,4%. Não houve óbitos maternos e neonatais. Os casos de asfixia neonatal representaram 0,2% dos nascidos vivos. As transferências para o hospital corresponderam a 2,8% das mulheres no pós-parto e 8,5% entre os neonatos. A maioria dos resultados encontrados foi semelhante aos descritos nas pesquisas brasileiras e internacionais acerca da assistência em centros de parto.

Palavras-chave: Assistência de enfermagem. Parto normal. Centros Independentes de Assistência à Gravidez e ao Parto. Enfermagem obstétrica.

 

Saúde da mulher e do recém-nascido: produção de conhecimento na graduação em enfermagem

Evanguelia Kotzias Atherino dos SantosI; Odaléa Maria BrüggemannII; Maria Emília de OliveiraIII; Vitória Regina Petters GregórioIV; Juliana Cristina LessmannV; Júlia Maria de SouzaVI

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2009; 13(2): 313 - 318

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Pesquisa exploratório-descritiva documental, que objetivou identificar a produção do conhecimento dos acadêmicos do Curso de Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Catarina na área da saúde da mulher e do recém-nascido, nos trabalhos de conclusão de curso referentes ao período de março de 1982 a dezembro de 2007. Os dados foram coletados por meio de formulário, e realizou-se análise estatística descritiva (frequência e porcentagem). Do total de 538 trabalhos, foram analisados 127, por terem sido desenvolvidos na área. A maioria deles foi com mulheres (58,3%), predominando os temas relacionados com a saúde da mulher e do binômio (puerpério, 33,8%). Quanto aos cenários de cuidado, destacou-se a unidade local de saúde (37,0%) e o domicílio (25,2%). A teoria de Dorothea Orem foi a mais utilizada (25,2%). Há grande interesse dos acadêmicos pela área que se concentra em cenário de cuidado não hospitalar. Destaca-se a utilização de teorias de enfermagem como referencial teórico.

Palavras-chave: Pesquisa em Enfermagem. Teoria de Enfermagem. Programas de Graduação em Enfermagem. Saúde da Criança. Saúde da Mulher

 

Sofrimento psíquico em crianças e adolescentes - a busca pelo tratamento

Ana Ruth Macêdo Monteiro1; Liane Araújo Teixeira2; Renata Saraiva Martins da Silva3; Kamylla Paulla Saldanha Rabelo4; Suzane de Fatima do Vale Tavares5; Rafaela Carolini de OliveiraTávora6

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2012; 16(3): 523 - 529

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Trata-se de uma pesquisa de natureza descritiva com abordagem qualitativa, realizada em um centro de atenção psicossocial infantil - CAPSi, do município de Fortaleza-CE. Este estudo objetiva descrever a atitude da família na busca de tratamento da criança/ adolescente em sofrimento psíquico. Os sujeitos desta pesquisa constituem-se de 42 familiares cuidadores de crianças e adolescentes, usuários do CAPSi. A coleta de dados foi realizada por meio de entrevistas semiestruturadas. A análise dos dados foi feita por meio de entrevistas divididas em categorias, em que as falas com ideias semelhantes se reuniam em uma mesma categoria. Os resultados mostram um importante elemento sobre a falta de assistência à família do indivíduo em adoecimento psíquico, evidenciando a fundamental importância de englobar toda a família no processo terapêutico. Concluiu-se que se fazem necessárias reflexões acerca da atenção de saúde direcionada ao adoecimento psíquico, em relação às crianças e adolescentes, bem como em relação às famílias envolvidas, prevenindo ou intercedendo precocemente no adoecimento psíquico.

Palavras-chave: Saúde mental. Família. Criança. Adolescente. Enfermagem.

 

Tecnologias não invasivas de cuidado no parto realizadas por enfermeiras: a percepção de mulheres

Natália Magalhães do Nascimento; Jane Márcia Progianti; Rachelli Iozzi Novoa; Thalita Rocha de Oliveira; Octávio Muniz da Costa Vargens

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2010; 14(3): 456 - 461

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A pesquisa de natureza qualitativa, tipo descritiva, teve como objetivo identificar as atitudes e práticas de enfermeiras obstétricas e discutir seus efeitos durante o trabalho de parto na percepção de mulheres, atendidas em uma casa de parto. Fizeram parte do estudo 12 mulheres, tendo como instrumento de coleta de dados uma entrevista semiestruturada. A análise dos dados evidenciou que as mulheres reconheceram a atitude carinhosa e práticas como a livre movimentação corporal e o estímulo à presença de um acompanhante como as principais tecnologias não invasivas utilizadas durante o trabalho de parto. Quanto aos seus efeitos, as mulheres perceberam que as tecnologias favoreceram seus potenciais internos para tomada de decisões e identificaram as atitudes e práticas das enfermeiras como decisivas para que não desanimassem durante o parto. A postura e o uso pelas enfermeiras de tecnologias não invasivas contribuem para uma melhor percepção das mulheres sobre o seu processo de parto.

Palavras-chave: Enfermagem Obstétrica. Humanização do Parto. Parto Normal

 

Trabalho precoce e acidentes ocupacionais na adolescência

Márcia Elena Andrade Santos; Maria Yvone Chaves Mauro; Christiano Gripp Brito; Débora Campos Machado

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2009; 13(4): 824 - 832

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Estudo transversal, descritivo e quantitativo, com o objetivo de investigar a ocorrência de acidentes ocupacionais em adolescentes trabalhadores. Realizado de abril a agosto de 2008, com uma amostra aleatória de 308 adolescentes entre 14 e 18 anos de idade. Os resultados evidenciaram que 168 (54,5%) eram trabalhadores, 42%, desses, alegaram ter sofrido acidentes típicos, (18,5%) acidentes de trajeto, 14,9% afastaram-se do trabalho, 51,4% não tinham carteira assinada e a maioria era do sexo masculino. Os cortes e perfurações foram os acidentes mais ocorridos (27,5%), a queimadura constituiu o principal agravo (26,9%) e as partes do corpo mais afetadas foram mãos e dedos (40,4%). Conclui-se que os acidentes ocupacionais configuram-se como uma expressão da violência contra os jovens trabalhadores e um grave problema de Saúde Pública. Deve ser incorporado com prioridade na agenda dos serviços públicos e o enfermeiro, junto à equipe de saúde, podem ser os principais articuladores desse processo.

Palavras-chave: Adolescente. Trabalho de menores. Acidentes de trabalho. Saúde do trabalhador. Enfermagem

 

Triagem de desenvolvimento neuropsicomotor em instituições de educação infantil segundo o Teste de Denver II

Magda Andrade Rezende; Priscila da Silva Costa; Patrícia Braga Pontes

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2005; 9(3): 348 - 355

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Desenvolvimento é um direito fundamental de qualquer criança e depende da interação entre herança genética e condições ambientais. A partir desta premissa, triou-se o desenvolvimento de 66 crianças (37 meninos e 29 meninas) de 2 a 3 anos que freqüentavam 4 instituições públicas de educação infantil (IEIs) na cidade de São Paulo. Usou-se o Teste de Triagem de Desenvolvimento de Denver II. A maior parte da amostra (62,74%) ganha até 0,5 SM per capita por mês. As adequações de cada área do desenvolvimento foram: pessoal-social (N=54; 81,8%), motor fino (N= 53; 80,3%), motor grosso (N=53; 80,3%) e linguagem (N=49; 74,2%). Nas áreas de linguagem e pessoal-social, as crianças obtiveram os piores resultados e na motora grossa, os melhores. Levanta-se como hipóteses: os resultados de linguagem e pessoal-social foram prejudicados pelas condições das IEIS (escolaridade das educadoras e tamanho dos grupos de crianças) e talvez pela situação familiar. Quanto à área motora, vê-se que as crianças, mesmo pequenas, têm a possibilidade de brincar nas ruas. As hipóteses precisam ser comprovadas por novas pesquisas.

Palavras-chave: Triagem. Desenvolvimento Infantil. Creche. Enfermagem Pediátrica. Promoção da Saúde

 

Vigilância em saúde na enfermagem: o caso das medicações sem prescrição em crianças

Renata Araújo de Medeiros; Vioska Gomes Pereira; Soraya Maria de Medeiros

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2011; 15(2): 233 - 237

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A automedicação é um hábito comum em nosso país e sempre foi um assunto muito discutido e controverso. Muitas mães recorrem à prática de medicar por conta própria suas crianças quando estas apresentam algum sintoma decorrente ou não de alguma patologia. Esta pesquisa teve como objetivo descrever os motivos que levaram as mães a administrarem medicações sem prescrição profissional a seus filhos. Foram entrevistadas 20 mães de crianças menores de 10 anos cadastradas no programa de Crescimento e Desenvolvimento da Unidade de Saúde da Família do município de Passagem, interior do Rio Grande do Norte. Entre as 20 mães entrevistadas, 30% automedicaram seus filhos com antipirético, 50% automedicaram devido à febre, 43% foram motivadas pela experiência anterior e 90% não relataram efeitos adversos. A automedicação na população infantil reforça a necessidade de um melhor esclarecimento às mães sobre os riscos da automedicação.

Palavras-chave: Automedicação. Criança. Mães. Enfermagem

 

Vivenciando o conjunto de circunstâncias que influenciam na significação da alta hospitalar: estudo de enfermagem

Raquel Silva de Paiva1; Glaucia Valente Vala2

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2013; 17(2): 249 - 255

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A presente discussão é parte integrante da dissertação de mestrado intitulada: "Ressignificando a alta hospitalar e percebendo-se como o cuidador familiar: um estudo de enfermagem", vinculada à Escola de Enfermagem Anna Nery. Teve como objeto o significado da alta hospitalar para a família do cliente com sequelas do acidente vascular cerebral. O objetivo traçado para esta discussão foi: discutir o contexto vivido pelo cuidador familiar, considerando o duelo de sentimentos, de manifestações, de atitudes e de práticas. Foram adotados o referencial teórico do Interacionismo e o método Teoria Fundamentada nos Dados. O estudo foi realizado em um hospital público municipal. Os atores sociais foram cuidadores familiares de vítimas de um acidente vascular. A partir da análise das categorias, o fenômeno revela o entendimento do conjunto de circunstâncias que acompanham o acontecimento e que, ao se articularem, interferem no significado que os familiares concedem à alta hospitalar.

Palavras-chave: Cuidados de enfermagem. Enfermagem familiar. Acidente vascular cerebral. Alta do paciente

 

Vivências maternas sobre a assistência recebida no processo de parturição

Viviane Marten Milbrath; Simone Coelho Amestoy; Deisi Cardoso Soares; Hedi Crecencia Heckler de Siqueira

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2010; 14(3): 462 - 467

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Esse estudo teve por objetivo conhecer as vivências maternas sobre a assistência recebida durante o trabalho de parto e parto em que o filho sofreu asfixia perinatal grave. Trata-se de uma pesquisa descritiva-exploratória com abordagem qualitativa. Os dados foram coletados por meio da entrevista semiestruturada, com seis mulheres que vivenciaram o processo de parturição em que seus filhos sofreram asfixia perinatal grave, no período de 2005-2007, na cidade de Rio Grande/RS. Os resultados apontaram aspectos positivos e negativos na assistência recebida durante o processo da parturição. Como positivos emergiram: o diálogo, a confiança e a agilidade no atendimento. Como aspectos negativos destacaram-se: o despreparo do profissional para assistir a mulher no momento da intercorrência durante o trabalho de parto e parto; a desumanização na assistência; e a ausência de um acompanhante durante o processo. Salienta-se a necessidade de se rever a assistência prestada à mulher durante o processo de parturição.

Palavras-chave: Asfixia Neonatal. Enfermagem. Parto. Saúde Materno-Infantil

 

 

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