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Acidentes de trânsito e a frequência dos exames de alcoolemia com vítimas fatais na cidade do Rio de Janeiro

Ângela Maria Mendes AbreuI; Jose Mauro Braz de LimaII; Rosane Harter GriepIII

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2009; 13(1): 44 - 50

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Estudo epidemiológico descritivo. O objetivo foi analisar os óbitos por acidentes de trânsito, registrados no Instituto Médico Legal (IML), na cidade do Rio de Janeiro, segundo a frequência de realização dos exames sobre os níveis de alcoolemia. Foram analisados 533 prontuários, no período de seis meses, que corresponderam a 12,3% do total de mortes registradas. Evidenciou-se que o exame de alcoolemia foi prioritariamente realizado nas vítimas que vieram de via pública e deram entrada no IML nas primeiras 12 horas após o acidente. A realização dos testes de alcoolemia teve significativa relação com o tempo decorrido entre o acidente e o óbito. Identificou-se, contudo, grande perda de oportunidade de realização do exame para um grande número de vítimas vindas diretamente de via pública nas primeiras 12 horas do acidente (50,1%), colaborando para uma subnotificação dos verdadeiros números de álcool no trânsito.

Palavras-chave: Mortalidade. Acidentes de Trânsito. Bebidas Alcoólicas

 

As questões macrossociais das drogas e o saberes dos estudantes de enfermagem

Bárbara Rodrigues Carvalho Cordeiro I; Helen Balthazar de Lima II ; Luana dos Santos Vasconcellos Lima III; Bruna Kelly de Jesus Lemos IV; Tiago Ribeiro Lemos V; Gertrudes Teixeira Lopes VI

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2008; 12(2): 323 - 328

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O objeto são as associações feitas entre o fenômeno das drogas e as questões macrossociais e profissionais na formação do estudante de graduação.
OBJETIVOS: descrever as associações feitas entre o fenômeno das drogas e as políticas de saúde internacionais, nacionais e locais e analisar a percepção dos estudantes sobre a atuação e o interesse em relação às drogas. Pesquisa quantitativa, apresenta resultados parciais de 16 faculdades de Enfermagem do Rio de Janeiro; a amostra é de 181 graduandos. Utilizou-se um questionário com escalas sobre este conhecimento, agregando três opções (concordo, indiferente e discordo). Os dados foram analisados com auxílio dos programas Epi-Info e Excell e apresentados em tabelas. Os resultados demonstraram que as políticas e programas nacionais e locais sobre o fenômeno das drogas foram abordados na graduação segundo a maioria dos estudantes, bem como tratar-se de um tema de interesse para a atuação do enfermeiro. Entretanto, em relação à abordagem das questões internacionais, houve uma distribuição semelhante entre as alternativas propostas.

Palavras-chave: Enfermagem. Estudantes de Enfermagem. Drogas ilícitas. Bebidas Alcoólicas. Conhecimento

 

Distribuição da mortalidade por acidentes de trânsito no município do Rio de Janeiro

Luana dos Passos GomesI;Enirtes Caetano Prates MeloII

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2007; 11(2): 289 - 295

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Este estudo descreveu a evolução da taxa de mortalidade por acidentes de trânsito e analisou sua distribuição espacial no Município do Rio de Janeiro. Foram analisados dados sobre mortalidade por causas externas ocorridos no período de janeiro de 1996 a dezembro de 2004 utilizando-se dados do Sistema de Informação de Mortalidade. A análise foi feita com a utilização do programa TABWIN, software desenvolvido pelo DATASUS que facilita a construção de indicadores de mortalidade. Pôde-se observar uma queda significativa no coeficiente de mortalidade por acidentes de trânsito no período analisado, que parece estar relacionada à implantação do novo Código de Trânsito Brasileiro (21,4 - 8,7/100.000 habitantes). A população de adulto-jovens do sexo masculino mostrou-se largamente atingida (40,6%), e o tipo de acidente mais freqüente foi o atropelamento (65%). Os dados obtidos indicam a necessidade premente de se empreenderem ações preventivas para o trânsito, através de ações intersetoriais.

Palavras-chave: Acidentes de Trânsito. Mortalidade. Taxa de Mortalidade. Epidemiologia. Prevenção Primária

 

Fatores de risco para prematuridade: pesquisa documental

Helena Ângela de Camargo RamosI; Roberto Kenji Nakamura Cuman II

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2009; 13(2): 297 - 304

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Objetivou-se identificar o perfil de mães e de prematuros nascidos vivos e caracterizar os recém-nascidos prematuros em situação de risco para o crescimento e desenvolvimento. Estudo epidemiológico de corte transversal realizado em Guarapuava, PR. Os dados foram obtidos a partir do sistema de informações sobre nascidos vivos (SINASC) com base nas declarações de nascidos vivos. A análise estatística foi realizada em uma amostra composta por 106 declarações de nascidos vivos prematuros, de janeiro a junho de 2005, e suas respectivas mães. As variáveis utilizadas foram: características sociodemográficas, condições da gestação e parto e características dos prematuros nascidos vivos. Concluiu-se que conhecer e avaliar o perfil das mães e o número e a situação dos nascimentos de crianças de uma área, em um período de tempo, é importante na determinação dos riscos vitais relacionados a condições do nascimento, crescimento e desenvolvimento infantil, sendo esses aspectos componentes de vários indicadores de saúde e fundamentais para a assistência na área materno-infantil.

Palavras-chave: Prematuro. Mortalidade Infantil. Gravidez. Fatores de Risco

 

Mortalidade de infantil no município do Rio de Janeiro

Lígia Neres MatosI; Erika Barretto AlvesII;Estela Mara Moraes TeixeiraII; Laila Maria Andrade HarbacheII; Rosane Harter GriepIII

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2007; 11(2): 283 - 288

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A taxa de mortalidade infantil é considerada indicador síntese da qualidade de vida e do nível de desenvolvimento de uma população. Este artigo analisa a evolução dessas taxas no Município do Rio de Janeiro, no período de 1979 a 2004, e as causas em 2004. Trata de estudo descritivo a partir do total de óbitos infantis e nascimentos ocorridos, utilizando-se os sistemas de informação produzidos pelo Ministério da Saúde. Para avaliação, segundo causa básica de morte, usou-se a Classificação Internacional de Doenças. As taxas de mortalidade infantil por mil nascidos vivos decresceram de 37,4 em 1979 para 15,1 em 2004, sendo o componente pós-neonatal o principal responsável por este declínio. Em 2004, as principais causas de óbito neonatais foram as afecções perinatais e as malformações congênitas; entre os óbitos pós-neonatais destacaram-se as doenças infecciosas e parasitárias, as causas mal definidas e as doenças respiratórias. Embora tenha sido observada queda da taxa de mortalidade infantil, esta não teve uma redução maior, devido ao pequeno declínio do componente neonatal precoce. Observou-se que a assistência à saúde da criança, no município do Rio de Janeiro, ainda deixa a desejar no que se refere à integralidade da assistência desde o período pré-natal.

Palavras-chave: Taxa de Mortalidade. Mortalidade Infantil. Mortalidade Neonatal. Mortalidade Pós-Neonatal. Epidemiologia Descritiva

 

Mortalidade e assistência oncológica no Rio de Janeiro: câncer de mama e colo uterino

Raíla de Souza Santos; Enirtes Caetano Prates Melo

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2011; 15(2): 410 - 416

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O município do Rio de Janeiro apresenta grandes taxas de mortalidade para o câncer de mama e colo uterino. Analisou-se a trajetória dos óbitos por câncer de mama e colo uterino no município do Rio de Janeiro e relacionaram-se a oferta de serviços de saúde e o fluxo de pacientes entre o local de residência e o hospital. Estudo ecológico de base populacional que analisou óbitos por câncer de mama e colo uterino no município do Rio de Janeiro, no período de 2005-2008, mapeando os fluxos de casos da residência para os serviços de saúde. O Sistema de Informação sobre Mortalidade registrou, no período analisado, 3.384 óbitos por câncer de mama e 771 óbitos por câncer do colo de útero. A localização geográfica dos estabelecimentos de saúde define uma distribuição espacial dos óbitos extremamente desigual, alternando padrões de escassez em algumas áreas (periferia da cidade) e excesso em outras (Centro).

Palavras-chave: Neoplasias da Mama. Neoplasias Uterinas. Mortalidade. Acesso aos Serviços de Saúde

 

Mortalidade materna no município do Rio de Janeiro: magnitude e distribuição

Enirtes Caetano Prates MeloI; Virginia Maria de Azevedo Oliveira KnuppII

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2008; 12(4): 773 - 780

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A mortalidade materna é um evento traçador da assistência por ser evitável em 92% dos casos. Trata-se de um estudo descritivo de base populacional que analisou as declarações de óbito das mulheres de 10 a 49 anos no Município do Rio de Janeiro, 1996-2004. Foram utilizados os dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade, processados e mapeados através do TabWin. Verificou-se o predomínio do óbito materno entre mulheres solteiras e mulheres com 4 a 7 anos de estudo. A Razão de Mortalidade Materna permanece alta no município. Dois aglomerados chamam atenção na distribuição espacial dos óbitos maternos. O primeiro abrange a Zona Oeste e apresenta uma Razão de Mortalidade Materna muito alta. O segundo situa-se ao longo do subúrbio da Leopoldina e concentra uma mortalidade alta.

Palavras-chave: Mortalidade Materna. Saúde da Mulher. Sistemas de Informação. Qualidade da Assistência à Saúde

 

Mortalidade por aborto no Estado de Santa Catarina - 1996 a 2005

Maria de Lourdes de SouzaI; Luiz Alberto Peregrino FerreiraII; Diego BurgardtIII; Marisa MonticelliIV; Maria Bettina Camargo BubV

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2008; 12(4): 735 - 740

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A mortalidade materna associada ao aborto revela as condições sociais da mulher. Este estudo, exploratório-descritivo, tem o objetivo de identificar o perfil das mulheres que tiveram morte associada ao aborto no Estado de Santa Catarina, no período de 1996 a 2005. As fontes para a coleta dos dados foram: o Sistema de Informações sobre Mortalidade e o Sistema de Informações sobre os Nascidos Vivos, do Ministério da Saúde do Brasil. Foram encontradas 31 mortes maternas associadas ao aborto; destas, 51,61% ocorreram em mulheres casadas; 38,71% das mulheres tinham de 1 a 8 anos de escolaridade, e para 48,39% o grau de instrução foi registrado como ignorado. Os dois valores mais elevados da razão de mortalidade materna foram encontrados na Região Oeste, 5,148, e na Região Norte, 4,761.

Palavras-chave: Aborto. Causa de Óbito. Mortalidade Materna

 

Mortalidade por causas externas em idosos em Minas Gerais, Brasil

Ludmila Mourão Xavier Gomes; Thiago Luis de Andrade Barbosa; Antonio Prates Caldeira

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2010; 14(4): 779 - 786

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perfil dos óbitos dessa faixa etária, em Minas Gerais, Brasil, no período de 1999 a 2008. Os dados foram obtidos a partir do Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde e do Departamento de Informática do Ministério da Saúde. Os resultados apontaram coeficientes crescentes de mortalidade em idosos durante os anos estudados. Destacaramse como principais causas as quedas e os acidentes de transporte. Também foram registradas taxas ascendentes dos casos de homicídios e suicídios, especialmente em idosos do sexo masculino. São necessárias medidas preventivas imediatas, pois os idosos se mostram cada vez mais sujeitos às mortes por causas externas.

Palavras-chave: Enfermagem Geriátrica. Idoso. Mortalidade. Causas Externas. Sistemas de Informação

 

Níveis de alcoolemia e mortalidade por acidentes de trânsito na cidade do Rio de Janeiro

Ângela Maria Mendes AbreuI; Jose Mauro Braz de LimaII; Lidiane Mendes da SilvaIII

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2007; 11(4): 575 - 580

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Trata-se de estudo epidemiológico descritivo. Objetivou descrever o perfil das vítimas fatais por acidentes de trânsito na cidade do Rio de Janeiro a partir dos registros do Instituto Medico Legal e compará-los aos níveis de alcoolemia detectados através do exame laboratorial. A coleta de dados obedeceu à Resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde. Os dados foram levantados no arquivo do IML, através dos registros nos prontuários de vítimas fatais por acidentes de trânsito, do universo das vítimas por todas as causas externas, e registrados a partir de um sistema de informação específico, compilados e tabulados pelo programa estatístico EPI INFO, no período compreendido entre janeiro e fevereiro de 2005. Evidenciou-se que 27,8% das vítimas fatais apresentaram alcoolemia detectada. Em 64% desses, o nível de alcoolemia foi acima de 0,6 g/L, enquanto 36% apresentaram um percentual significativo de mortalidade com níveis abaixo do limite legal estabelecido no Brasil.

Palavras-chave: Etanol. Acidentes de Trânsito. Mortalidade

 

O consumo do álcool e as doenças cardiovasculares: uma análise sob o olhar da enfermagem

Marluci Andrade Conceição StippI; Joséte Luzia LeiteII; Natália Machado da CunhaIII; Luana Santos de AssisIV; Michel Pires de AndradeIV; Ricardo Duarte SimõesV

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2007; 11(4): 581 - 585

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Estudo descritivo, exploratório e quantitativo, que apresenta uma análise parcial dos dados, cujos objetivos foram estimar a freqüência do uso de bebida alcoólica numa clientela com hipertensão arterial atendida no ambulatório de um hospital-escola do Município do Rio de Janeiro e discutir a relação do uso do álcool com as doenças cardiovasculares. A coleta de informações ocorreu num hospital-escola do Município do Rio de Janeiro. Foi utilizado um questionário aplicado oralmente a 73 clientes. Encontramos 59,9% de hipertensos, e, destes, 91,30% fazem uso de alguma medicação anti-hipertensiva e 74,36% referem não ingerir bebida alcoólica. Do total de entrevistados, 84,93% eram do sexo feminino. Foi observado na literatura que o uso moderado do álcool aponta uma proteção contra doença arterial coronariana. O estudo mostrou um controle da freqüência da ingesta alcoólica, o que pode estar relacionado ao tempo de acompanhamento ambulatorial desta clientela. Foi vista uma participação efetiva de enfermeiras, alunos e docentes de Enfermagem na assistência ambulatorial da referida instituição.

Palavras-chave: Enfermagem. Bebidas Alcoólicas. Doenças Cardiovasculares

 

O impacto do álcool na mortalidade em acidentes de trânsito: uma questão de saúde pública

Angela Maria Mendes Abreu; José Mauro Braz de Lima; José Mauro Braz de Lima

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2006; 10(1): 87 - 94

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O estudo objetivou relacionar a mortalidade em acidentes de trânsito, no período de dezembro de 2001 a fevereiro de 2002, na cidade do Rio de Janeiro, com a taxa de álcool apresentada no sangue. Foram levantados, no Instituto Médico Legal, 267 prontuários de vítimas fatais de trânsito. Evidenciou-se a mortalidade diretamente acentuada em pessoas em idade produtiva. Observou-se que, do total, 88 vítimas (32,9%), realizaram teste de alcoolemia, e desses 33% foram positivos (a partir de 0,6g/l no sangue) e 67% apresentaram alcoolemia negativa. Ao correlacionar alcoolemia positiva com o local de óbito, observou-se que 42,2% foram provenientes de via pública e 16,6% de hospital. Houve níveis significativos de alcoolemia em atropelamento, colisão e queda de moto. Evidenciou-se aumento de acidentes nos feriados e fins de semana. A pesquisa mostrou que 70,9% das vítimas apresentaram níveis de alcoolemia entre 1,0 e mais que 2,0g/l no sangue, caracterizando o abuso do álcool com os acidentes de trânsito.

Palavras-chave: Teste de alcoolemia. Mortalidade. Acidentes de trânsito

 

Perfil da mortalidade materna em maternidade pública de Teresina - PI, no Período de 1996 a 2000: uma Contribuição da Enfermagem

Francisca Maria do NascimentoI; Maria de Fátima Sá DantasI; Regina Luzia Alencar BezerraI; Inez Sampaio NeryII

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2007; 11(3): 472 - 478

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Estudo quantitativo retrospectivo com objetivo de caracterizar o perfil da mortalidade materna em uma maternidade pública de Teresina-PI, no período de 1996 a 2000. O universo constou de 107 óbitos maternos, cujos instrumentos foram: prontuários, declarações dos óbitos, livro de registros e relatórios da enfermagem, coletados em setembro a dezembro de 2004 em formulário estruturado. Os dados relativos aos aspectos socioeconômicos e pessoais revelaram como procedência os Estados: Piauí (73), 33 da capital e 40 de outras cidades; Maranhão (33); e Pará (1). A maioria das mulheres era casada, tinha idade entre 20 e 30 anos, um a três filhos, ensino fundamental incompleto e era do lar. Os dados obstétricos na maioria revelaram a não-realização de seis consultas pré-natais, era a primeira gravidez, parto cesariano e admissão em estado grave. Destacaram-se como causas dos óbitos: infecções, hipertensão e hemorragias. Conclui-se que a mortalidade materna é problema grave, necessitando melhoria assistencial nos serviços de saúde.

Palavras-chave: Enfermagem. Mortalidade Materna. Saúde da Mulher

 

Perfil da mortalidade materna por aborto no Paraná: 2003-2005

Kleyde Ventura de Souza I; Maria Rita de Cássia Barreto de AlmeidaII; Vânia Muniz Nequer SoaresIII

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2008; 12(4): 741 - 749

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Estudo descritivo cujo objetivo foi identificar o perfil das mulheres que tiveram como causa de morte o aborto, no Estado do Paraná, no período entre 2003 e 2005, com destaque para aspectos sociodemográficos, reprodutivos e relacionados à assistência prestada. Os dados foram obtidos a partir dos estudos de série de casos de óbitos maternos elaborados pelo Comitê Estadual de Prevenção da Mortalidade Materna/Paraná. Foram analisados 17 casos. Os resultados apontaram que 88% dos óbitos poderiam ter sido evitados. O aborto seguido de infecção (59%) foi a causa básica de maior concentração entre as mortes. As mulheres jovens, casadas, com baixo status socioeconômico e reprodutivo foram as mais atingidas. Reafirma-se a importância do acesso a bens sociais, da redução das desigualdades sociais e da educação em saúde voltada para o planejamento reprodutivo de qualidade.

Palavras-chave: Mortalidade Materna. Aborto. Saúde da Mulher. Saúde Sexual e Reprodutiva. Direitos Sexuais e Reprodutivos

 

Vítimas fatais e anos de vida perdidos por acidentes de trânsito em Minas Gerais, Brasil

Fernanda Carolina Camargo; Helena Hemiko

Escola Anna Nery Revista de Enfermagem 2012; 16(1): 141 - 146

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Estudo objetivou analisar o perfil das vítimas fatais pelos acidentes de trânsito e quantificar o impacto desses óbitos através dos anos potenciais de vida perdidos (APVP), em Minas Gerais. Utilizou-se de abordagem epidemiológica por registros do Sistema de Informação de Mortalidade do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde. Entre 1996 e 2007, ocorreram 38.395 óbitos, média anual de 17,61 óbitos/100.000 habitantes. Foram 8.894,46 APVP/100.000 habitantes, perfazendo 43,24 APVP por óbito. Homens, entre 20 e 59 anos, foram as maiores vítimas fatais. Essa mortalidade apresentou ascendência entre os idosos. De forma geral, acidentes de trânsito resultam de desarranjos na infraestrutura urbana, comportamento arriscado de condutores e pedestres e ineficiências na regulação/fiscalização do tráfego. É complexo o seu impacto no setor saúde, principalmente pela perda de pessoas em idade produtiva. Perante os resultados apresentados, espera-se contribuir para o fomento de novas possibilidades de enfrentamento desse agravo.

Palavras-chave: Enfermagem em saúde pública. Acidentes de trânsito. Mortalidade. Anos potenciais de vida perdidos

 

 

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